Archive | Janeiro 2014

Carta de Agradecimento ao Mundo Azul – Ação Global Regional Itaboraí

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Carta agradecimento a fundação Mundo Azul pelo trabalho realizado na Ação Global Itaboraí Niteroi Neste domingo pela informação e Conscientização do Autismo .

Fundação Mundo Azul Grupo de Pais.

segue abaixo:

De: Ana Carla da Costa Alcântara [mailto:AALCANTARA@firjan.org.br]
Enviada em: quarta-feira, 29 de janeiro de 2014 10:17
Assunto: Carta de Agradecimento – Ação Global Regional Itaboraí

 

Prezado Senhor,

 

É com satisfação que informamos que na Ação Global Regional Itaboraí realizada no dia 26/01, foram contabilizados 60.478 atendimentos nos 104 serviços prestados neste dia, superando nossas expectativas.

 

A conquista é de todos. De quem promoveu os serviços e de quem foi beneficiado recebendo, acima de tudo, um exemplo de solidariedade e cidadania.

 

O Sistema FIRJAN agradece pela participação e esperamos que na próxima Ação Global estejamos todos juntos novamente.

 

 

Atenciosamente.

 

Ana Carla Alcântara

Gerente de Suporte Operacional

Gerência de Suporte Operacional – SESI/SENAI

Tel.: 55 (21) 2563-4588

www.firjan.org.br

 

 

 

 

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INFORMAÇÃO PARA TODOS OS PAIS DO RIO DE JANEIRO DA QUARTA REUNIÃO DA FUNDAÇÃO MUNDO AZUL

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A Fundação Mundo Azul Informa o que foi discutido na quarta reunião com todos os representantes na escola SEEDUC no dia 23/01/2014.

Prezados

Damos ciência da reunião com representante do Dep. Xandrinho, equipe da Saúde Mental da SES e da Seeduc e pais da fundação Mundo Azul realizada no dia 23/01 na Escola Seeduc  relacionados na Ata.

Na oportunidade, encaminhamos o Regimento Interno do Conselho Municipal de Educação, como combinado em reunião, para ciência de todos.

Enviaremos em breve convocação para a próxima reunião, para tratarmos dos detalhes finais, antes do início do Seminário de sensibilização agendado para o dia 19/03/2014.

Mundo Azul Grupo de Pais

MEMÓRIA DE REUNIÃO
Número:
Data: 23/01/2014 Horário: 14-17H
Local: Escola SEEDUC
Presentes: Alessandra Beckman (Formação); Ana Claduia Poite Hermenegildo (ASBE); Andréia Correa de Barros (ASBE); Norma Curty (NAPES); Maria Angelica (NAPES); Carla Braga (Gerencia Saúde Mental/SES);  Andréa Mello (Superintendente da Atenção Básica – SES); Kátia W. Alves dos Santos (SES); Ilton Caruso (Mundo Azul); Maria Gisele (SES); Heloisa Werneck (ASBE); Luciano Aragão (Mundo Azul); Welington Guimarães (Gabinete Dep. Xandrinho)
Ausentes:
Assunto: Projeto Autismo
Item: 1 Tópico: Resumo reunião
Debate/
Histórico/
Andamento
Foi discutido entre equipe SES e SEEDUC como seria estruturada a ação de treinamento dos professores do Estado, ficando acordado entre as partes que haveria um primeiro Seminário, previsto para o dia 19/03/ 2014, e ações que se seguiriam por meio de fóruns regionais articulado com a saúde e educação, estado e município, constituindo-se em 3 etapas: 1- seminário; 2 – Fóruns regionais; 3 – Acompanhamento dos fóruns. Iniciou-se a reunião com a Superintente da Atenção Básica resgatando o histórico dos encontros anteriores. A SES apresentou o folder construído em conjunto entre equipe da Saúde e da Educação, discutindo o conteúdo do mesmo. A gerente de saúde mental explicitou que o folder formulado tem como alvo os profissionais da área da educação e saúde. Foram feitas algumas observações pelos representates da Fundação Mundo Azul, uma vez que a intenção era que folder tivesse como público-alvo a população geral, considerando-se o folder muito técnico, sem informações sobre telefones de contato para que os pais e a população pudessem se dirigir, bem como sobre a existência da educação especial oferecida pelo estado. Sugeriam que a programação visual fosse diferente com menos palavras e algumas imagens descrevendo sintomas do autismo. A ideia era publicizar quais serviços existem na SEEDUC e o endereço dos NAPES, colocando os direitos dos alunos da rede privada e o fluxo de atendimento tanto no que tange à saúde quanto à educação e também sugeriu-se retirar os marcos legais que não interessam à população. Sugeriu-se incluir o passo-a-passo para quem precise buscar o serviço de saúde/educação, incluindo canais de relacionamento/ouvidoria . A SES salientou que o foco das ações intersetoriais é prestar atendimento especializado e integral para as crianças que necessitem de atendimento especializado, neste caso o autismo. A SEEDUC reforçou a necessidade da presença da educação ofertada pelos municípios nos Fóruns Setoriais, pois a entrada das crianças na escola se dá na rede municipal. Welington lembrou que o secretário de estado de educação havia sugerido uma reunião com todos os secretários municipais de educação do estado do rio de janeiro para tratar do assunto, ressaltando a importância do encaminhamento para diagnóstico do aluno com suspeita de autismo o mais precocemente possível . Foram prestadas orientações aos pais sobre a forma como devem se organizar para compor o Conselho Estadual de Saúde, nos municípios, de forma a buscarem uma participação efetiva na criação/proposição de políticas dentro do município, buscando melhorar o atendimento à saúde dos seus filhos, e das crianças autistas em geral. Com relação ao Conselho Municipal de Educação, Heloisa ficou de buscar todas as informações a respeito da participação dos pais nos Conselhos Estaduais, enviando e-mail ou passando informações na próxima reunião. Foi também comentado que equipe da Saúde e Bem-estar está empenhada em facilitar ações intersetoriais, estabelecendo parcerias com as demais secretarias do Estado, incluindo a Segurança Pública, por exemplo, com a implantaçaõ do PROEIS e de um programa denominado Papo de Responsa, da Polícia Civil, que trabalha questões que envolvem a comunidade escolar. Luciano ressaltou a importância da articulação, pois acredita que os policiais não sabem agir em situações que envolvem autistas, principalmente porque estas crianças costumam sair sem avisar seus pais e podem se perder com facilidade, não havendo uma ação efetiva da Polícia na busca das crianças, e que isto pode ser melhorado numa eventual articulação. Heloísa informou que os policiais que participam do PROEIS recebem treinamento, presencial ou a distância e que verificará a possibilidade de acrescentar ao treinamento como abordar alunos com necessidades especiais educacionais, repassando este assunto à área de formação. Heloisa verificará junto a Inspeção Escolar sobre as questões legais e normativas, principalmente sobre como cobrar das escolas particulares que se recusam a matricular alunos que necessitam de atendimento educacional especializado. Serão feitas as alterações no folder, incluindo-se relação das escolas que possuem NAPES, enxugando-se o conteúdo e dando-se caráter menos técnico, e que o mesmo será enviado para o grupo. Apresentou-se a proposta do seminário. Os representantes da Fundação Mundo Azul irão filmar o evento para produção de um DVD e será necessário que todos os participantes autorizem a filmagem, preenchendo formulário próprio logo no momento do cadastramento, para cessão de imagem. Heloísa pontuou a necessidade de verificar junto à ASCOM quanto a filmagem do evento e divulgação/distribuição do DVD. Foi colocada também a necessidade que sejam convidados para os encontros os Secretários Municipais de Saúde e Educação do estado, porém foi dito pela Seeduc que não sabemos se isto será possível, dada já a grande quantidade de pessoas que estão no público alvo. É preciso ainda definir a quantidade de pais que poderão participar do seminário, e será enviado convite. Luciano também informou que providenciará 1 DVD da Jornada Científica Internacional sobre o autismo que realizaram em 2013 para cada unidade escolar da rede SEEDUC e para os coordenadores de saúde mental de todos os municípios. Carla informou que já é prática da Saúde formar no trabalho, inclusive existe, já constrído, o Fórum da Infância com participação dos profissionais dos CAPSi. Todos concordaram com o projeto da formação proposto. Não houve data da próxima reunião mas a Seeduc ficou de propor mais uma reunião antes do Seminário, no dia 19/03.
Ações Resp. Prazo Status
Alterações no folder Equipe SES e Educação 15/fev
Enviar programação do seminário para os representantes da Fundação Mundo Azul Equipe Saúde 25/jan
Identificar com a Inspeção Escolar maneiras possíveis de cobrar a aceitação de alunos autistas pelas escolas particulares Saúde e Bem-Estar (Heloisa) 05/fev
Informar aos pais do Mundo Azul os procedimentos para ingresso no Conselho Municipal de Educação Saúde e Bem-Estar (Heloisa) 05/fev OK – Regimento Interno do Conselho Municipal de Educação do RJ encaminhado a todos.
Relação de endereços e telefones do NAPES Coord. Educação Especial (Norma) 30/jan
Compor com a Secretaria de Estado de Saúde os participantes do Seminário no dia 19/03 Pedagógico (Norma) e Diretoria de Formação (Alessandra e Jorzéia) 20/fev
Estruturar a realização do Seminário no Auditório do Santo Cristo Diretoria de Formação (Alessandra e Jorzéia) 20/fev

Pesquisa importante para A Fundação Mundo Azul?

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A Fundação Mundo Azul Grupo de Pais pergunta:

1-O que voçe acha do trabalho do Mundo Azul Grupo de Pais do Rio de Janeiro?

2-voçe apoia o trabalho feito durante estes 2 anos e meio ,mande sua  opinião com sugestões e críticas?

sim (  )

Não(  )

aguardamos a resposta desta pesquisa ate o final de Janeiro .

Fundação Mundo Azul Grupo de Pais.

Lutando pela conscientização e informação do Autismo

 

Autismo, precisamos esclarecer!

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Autismo, precisamos esclarecer!

Publicado em 23 de janeiro de 2014

Nós, da Associação Brasileira de Psiquiatria- ABP, nos sentimentos na obrigação de informar a população sobre questões que envolvam a saúde mental. E dessa vez, o autismo tem gerado dúvidas que precisam ser esclarecidas. A personagem Linda, da novela Amor à Vida é descrita como autista, mas não apresenta comportamento compatível ao encontrado em pacientes autistas.

O conceito de autismo é muito amplo. Mas existem padrões de comportamento que são fáceis de identificar, como: repetição, dificuldade de comunicação/relação social e comprometimento das funções cognitivas. A personagem Linda até apresentou esses sintomas, mas ao longo da novela ela mostrou uma evolução muito rápida e inverossímil para uma paciente que começou o tratamento já na idade adulta e com apenas um psicólogo. Vale ressaltar que o paciente autista precisa de atenção multidisciplinar. É preciso a avaliação de psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, e dependendo das limitações do paciente outros profissionais serão necessários. Os resultados podem ser lentos e os pais e responsáveis de autistas precisam saber disso.

Por se tratar de uma obra ficcional a novela não tem o comprometimento com a realidade, logo, cabe a nós a tarefa de orientar.

A ABP disponibiliza no Canal da Psiquiatria uma entrevista feita com o psiquiatra Francisco Baptista Assunção, que fala sobre o autismo. Indique aos seus pacientes, compartilhe as informações corretas e assista ao vídeo.

Canal da Psiquiatria

 

Fonte: http://www.abp.org.br/portal/archive/16886

A Fundação Mundo Azul Grupo de Pais esteve no Ação Global de Itaboraí Niterói

 

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A Fundação Mundo Azul Grupo de Pais esteve no Ação Global de Itaboraí Niterói ,no Rio de Janeiro no dia 26/01/2014 com a presença dos pais Ilton Caruso e Luciano Aragão levando informação para população local com a distribuição de 2500 panletos,entrevista na rádio Globo e com chamadas falando da importância do trabalho de divulgação. O projeto que tem parceria com  a Globo e o SESI, usa a informação e a mobilização como estratégia de inclusão social. Centenas de voluntários – entre profissionais de órgãos públicos, ONGs e instituições parceiras – formam um mutirão de solidariedade para contribuir com o desenvolvimento social e ajudar na transformação da realidade de famílias com informações úteis sobre seus direitos, além de oferecer uma série de serviços. Os Atores Kiko Pissolato, Françoise Forton e Bernardo Mesquitam da Rede Globo participaram do Ação Global e acharam importante o trabalho realizado pelo Mundo Azul levando informação para população mais carente.

Fundação Mundo Azul trabalhando pelas conquistas do Autismo no estado do Rio de Janeiro

 

Rene” e o português “Zeca” ajudam crianças com autismo

“Rene” e o português “Zeca” ajudam crianças com autismo

Um pouco por todo o mundo existem projetos em desenvolvimento para ajudar crianças autistas com recurso a robôs. Em Portugal, no Minho, está em desenvolvimento o “Zeca”, cujo nome é a sigla da expressão inglesa Zeno Engaging Children with Autism.

O projeto luso foi iniciado em 2009, é ainda experimental e resulta de uma parceria entre a Universidade do Minho e a representação de Braga da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental. Na página de Facebook do projeto (Robótica-Autismo), lê-se que está a decorrer o segundo estudo piloto com o “Zeca”, o robô produzido pela Hanson Robotics, que é capaz de simular sentimentos como tristeza, admiração ou alegria e cujo objetivo é melhorar a vida social das crianças autistas.

Na Croácia, encontrámos o “Rene”, um robô desenvolvido pela Faculdade de Ciências de Educação e Reabilitação da Universidade de Zagreb. Através de uma câmara, um microfone e altifalantes, o “Rene” regista a voz das crianças e avalia a forma como elas estabelecem contacto pelo olhar e como reagem na presença dos pais. As crianças autistas têm dificuldade de interação social. Por isso, é mais fácil para elas interagir com uma máquina.

“O objetivo do projeto é desenvolver o protocolo robótico de diagnóstico de autismo. Isto consiste em juntar o clínico e o robô na avaliação, num género de equipa “cyborg” (mecânica e humana) que estabelece o diagnóstico da chamada Desordem de Espetro Autista”, explica a investigadora Maja Cepanec, da Faculdade de Ciências de Educação e Reabilitação, de Zagreb, explicando que o o plano é “realizar-se este tipo de protocolo com crianças autistas e crianças em normal desenvolvimento”.

“Queremos ter a certeza de que vamos conseguir identificar os comportamentos corretos e de que fazemos o tipo de análise que nos vai permitir separar estes dois grupos de crianças”, acrescenta Maja Cepanec.

Os informáticos programam o robô de acordo com as reações das crianças, permitindo que os sinais de autismo possam ser melhor detetados. O “Rene” envia às crianças estímulos simples, padronizados e de forma repetida, o que as ajuda a focarem-se numa única e clara mensagem, sem as variáveis humanas, que muitas vezes as confundem.

Marija Cukelj é mãe de uma criança autista e aprova o recurso à robótica. “O Filip, por acaso, observou o robô com atenção, o que não é habitual. Ele, normalmente, anda a correr por todo o lado e a atenção em algo não dura mais do que breves segundos. Mas quando viu o robô, olhou para ele, sentou-se, estudou-o e ficou muito interessado”, conta esta mãe de uma criança autista.

Os cientistas ressalvam, contudo, que a ideia por trás desta tecnologia não é a de substituir os clínicos, mas sim ajudar de forma inovadora os profissionais humanos, em colaboração com as máquinas, a reunir informação e a codificar os comportamentos das crianças com autismo.

Bruna Linzmeyer: ‘Um autista e sua família podem nunca ter um momento como esse’

 
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Em exclusiva, atriz conta curiosidades e fala sobre a preparação da personagem

23/01/14 às 23h36 – Atualizado em 24/01/14 às 16h20

"A Linda agora faz parte de mim", diz Bruna (Foto: Felipe Monteiro/ Amor à Vida)“A Linda agora faz parte de mim”, diz Bruna
(Foto: Amor à Vida/ TV Globo)

Um belo dia, Bruna Linzmeyer foi convidada a emprestar seu talento à novela “Amor à Vida”. Exatos nove meses depois, nascia Linda. De parto normal e sem complicações, a atriz deu à luz a personagem autista que desperta elogios desde os primeiros capítulos da trama de Walcyr Carrasco.

Em entrevista exclusiva ao Gshow, ela comenta a experiência. O local da conversa, inusitado, ela própria que escolheu: o gramado do Projac. No estúdio em frente, acabara de ser gravada a cena emblemática da história de Linda, na qual a moça pede socorro à família. E foi assim, recém-saída da gravação, sentada na grama com pés descalços e voz suave, que a jovem catarinense respondeu às perguntas:

Por que você escolheu dar a entrevista de pés descalços sobre o gramado?
Porque eu sou uma pessoa da natureza, assim como a Linda. Ela adora as formiguinhas. De vez em quando eu venho para cá, me sento aqui e aproveito o tempo para relaxar, refletir, ler um pouco.

Você poderia comentar a gravação da cena em que a Linda pede socorro à família?
Com prazer. A cena é linda, é muito linda. Às vezes, um autista e sua família podem nunca ter um momento como esse, mas em muitos outros casos ele existe. E trata-se de um momento muito arrebatador, porque ninguém espera. A Linda não é um personagem verbal, não sabe o que o verbo significa, ele não a satisfaz. O verbo é só mais uma coisa na vida, só mais uma maneira de ser. É preciso muito aprendizado com terapias, fonoaudiologia e psicologia para que um autista chegue a esse estágio verbal. Então, é muito bonito, principalmente para as pessoas não autistas, porque eles são seres verbais, precisam de palavras para se comunicar. Para a Linda, o que é potente é o que acontece depois desse momento. Ela só percebe a potência daquela cena no dia a dia que acontece depois.

Você comentou com o diretor, Mauro Mendonça Filho, que o texto da cena estava muito bom… Por quê?
Estava muito bem construído. Sua construção foi muito boa por não ser exatamente linear. O pensamento de uma pessoa não autista é linear, diferente de como acontece com a Linda. O pensamento dela é entrecortado. Além disso, o texto é recheado de referências, e o trabalho é feito a partir de histórias que já existem. A Linda existe porque os autistas existem, e porque eles precisam que a Linda exista também. Foi um texto cheio de história.

Como a Linda afetou você?
Por inteiro. A Linda me afetou muito, de muitas maneiras. Ela mudou meu olhar, meu ritmo, meu tempo, mudou muita coisa. Eu não tenho a dimensão do quanto ainda, mas espero que isso ainda reverbere por algum tempo em mim.

Quadro de Danielle Carcav no cenário (Foto: Amor à Vida/ TV Globo)Quadro da artista compõe o cenário nas gravações
(Foto: Amor à Vida/ TV Globo)

Isso é tudo que você vai levar da Linda quando a novela terminar?
Não. Eu pedi para ficar com um dos quadros da Linda. Na verdade, eles são de uma artista muito sensível, e eu realmente acho os quadros dela verdadeiras obras de arte, porque eles me atravessam. Eu os acho lindos, e eles são um signo do que a Linda foi e é na minha vida. Gostaria de ter um signo para levar comigo. Pode ser qualquer um deles. Ainda não sei onde vou pendurar o quadro. No meu coração, com certeza.

Como você pretende influenciar as pessoas com o seu trabalho?
Quando a gente inventa ou decide fazer um trabalho, tudo o que queremos é que nosso trabalho possa afetar as pessoas, assim como os quadros da Linda me afetam. Talvez essa seja a característica de uma obra de arte: atravessar as pessoas. Isto ou aquilo são obras de arte para mim porque me atravessam, porque mudam a batida do meu coração. Tudo o que um artista quer é fazer uma obra de arte, mas nem sempre ele faz. Nem sempre dá para fazer. Eu não sei se a Linda é uma obra de arte, mas existe em mim o desejo de que ela seja. Eu fui muito afetada pela Linda, e isso já é importante para mim.

Como são os momentos após as gravações?
Muito bons! Há algo de inexplicável no trabalho de um ator. Você traz à tona emoções muito profundas, algumas são suas, outras são de outras pessoas, e outras são inventadas. E depois que a cena acaba você fica num lugar vazio. Isso parece ser ruim, mas é bom. Como está vazio, você pode inventar uma coisa nova para colocar nesse lugar. Você pode ser uma nova pessoa depois de fazer uma cena em que você ficou vazio no final. Ou seja, trabalhar como atriz cria espaços vazios, além de criar muita coisa.

Cachecol foi presente de um autista (Foto: Felipe Monteiro/ Amor à Vida)Cachecol usado em cena é presente de uma autista
(Foto: Felipe Monteiro/ Amor à Vida)

E os momentos que antecedem as gravações? Como são?
Está aqui o pré-cena, eu carrego na bolsa. As músicas que ouço desde o começo são as mesmas, incluindo uma inédita, que nunca foi publicada. Só eu tenho essa música porque é do meu namorado, o Michel Melamed. E tem também os livros, que me acompanham sempre. São muitos, desde biografias até livros de poesia. Mesmo que eu não consiga lê-los, só de tê-los por perto já faz alguma diferença. Nunca são os mesmos livros. Às vezes eu olho para a minha estante e elejo aquele, sem nenhum motivo específico. Os livros e as músicas são tão importantes quanto o texto e o figurino. Eles são uma conexão com pessoas que eu admiro, com pessoas que mudaram a minha vida.

O que existe no universo interior que você construiu para a Linda?
Muita consciência de tudo. A Linda sabe de tudo, muito mais que todo mundo. E essa vida interna existe desde a primeira faísca de existência da personagem. Desde as primeiras cenas, eu procurava olhar para as coisas com o olhar de quem vê, de quem sabe. E é tão bonito chegar ao final da novela e perceber que houve conexão com o autor, porque ele faz a Linda dizer exatamente isso: “Eu ouvia vocês”. E isso significa “eu entendia, eu sabia, eu sei”.

O que você gostaria de dizer às pessoas que têm acompanhado seu trabalho?
Gostaria de dizer “obrigada”. Ouço tanta coisa das pessoas, e a Linda não existiria sem elas também. A construção de uma personagem depende do público, especialmente em uma novela em que a história é influenciada pelo que o público espera, e tudo muda o tempo todo. Então eu tenho que agradecer a todo mundo que está em volta. Parece um clichê, mas é verdade.