Archive | Dezembro 2013

A vida como ela é

A vida como ela é

 

"Autism" "Autismo" "papo de mãe" "mãe" "azul"

Então é Natal !

E como sempre acontece nesta época do ano, sou tomada por um sentimento incontrolável de nostalgia…
Começo a sentir saudades do ano que ainda não foi embora…
Sinto falta de tudo aquilo que deixei de fazer…
E prometo, à mim mesma, que no próximo ano, farei…
Perfeccionista, me cobro até o último fio de cabelo por pensar que poderia ter feito muito mais pelo meu filho.
Pois, em meu íntimo, penso que tudo o que fiz não foi o suficiente.
Sinto aquele inconfundível nó na garganta … “aquele” que sempre sinto quando estou prestes a chorar e fico tentando, sem sucesso, conter as lágrimas.
Desde garotinha, nunca foi boa nisso, sabe ?
Fracassei todas as vezes em que tentei segurar o pranto.Não era à toa que me chamavam de “manteiga derretida”!
Ver o calendário chegar ao fim SEMPRE me trouxe um sentimento intenso, exacerbado…
Sentimento este que NÃO pode e nem deve ser rotulado como tristeza ou pesar, mas que , ao mesmo tempo, não consigo definir com exatidão.
Muitas vezes, me pego pensando que, em alguns momentos, as palavras não conseguem exprimir a grandeza e a intensidade de nossos sentimentos.
Em momentos assim, não basta dizer ou muito menos escrever.São momentos que devem “apenas” ser vividos, sentidos, amados com todas as nossas forças.
E que devem ser chorados também !!!! E, eu pergunto, PORQUE NÃO ?
Porque devo reprimir minhas lágrimas ? Porque devo evitar meu pranto ?
O pranto nem sempre significa dor ou tristeza .
Afinal, um outro ano se aproxima, e com ele um calendário novinho, com dias ainda em branco, para que possamos escrever nossa história .
Um ano que vai e outro que chega, partidas e chegadas. A vida é feita de momentos de felicidade, de tristeza, de amor, de angústia, de medo e de esperança!
A vida como ela é!
Enquanto escrevo estas linhas, João Pedro se aproxima. Por alguns instantes, ele apenas me observa chorar enquanto digito.
Repentinamente, pergunta: ” está triste, mamãe ?”
Meneio a cabeça, negativamente .
Então, me causando surpresa, ele diz afirmando: “ah , já sei! Está chorando por que está sentindo uma grande emoção!”
É isso, meu filho. Meu anjo azul !!!!
Passei toda uma tarde, procurando sem encontrar uma palavra para definir meu estado de espírito, e você, em sua simplicidade, exprime de forma perfeita o que eu não fui capaz de fazer…
Uma grande emoção ….
E o que é a VIDA, senão uma grande emoção ???
Feliz Natal à todos nós !

Denise Aragão

FUNDAÇÃO MUNDO AZUL – PROJETO DE LEI QUE CRIA O PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO

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O DEPUTADO XANDRINHO CONSEGUIU AS ASSINATURAS NECESSÁRIAS, PARA PROTOCOLAR EM REGIME DE URGÊNCIA, O PROJETO DE LEI QUE CRIA O PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO E OBRIGA A INCLUSÃO E RESERVA DE VAGAS PARA ALUNOS AUTISTAS NA REDE PÚBLICA E PRIVADA DE ENSINO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

NA VOLTA DOS TRABALHOS DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA O PROJETO DE LEI JÁ ENTRARÁ EM PAUTA PARA VOTAÇÃO.

Esse Projeto de Lei faz justiça aos milhares de pais de crianças autistas que sofrem para conseguir vagas na rede de ensino.

UMA GRANDE VITÓRIA PARA TODOS !!!!

FUNDAÇÃO MUNDO AZUL GRUPO DE PAIS

Petrobras vai investir mais de R$ 1 mi em benefício de autistas no Amapá

Petrobras vai investir mais de R$ 1 mi em benefício de autistas no Amapá

 
Claudilene Cruz descobriu que a filha possuía autismo quando ela tinha 5 anos.  (Foto: Dyepeson Martins/G1)Claudilene Cruz e a filha de 10 anos diagnosticada
com autismo (Foto: Dyepeson Martins/G1)

A funcionária pública Claudilene Cruz, de 37 anos, diz que é um desafio conseguir atendimento médico especializado para a filha de 10 anos, diagnosticada com autismo. Ela faz parte da Associação dos Autistas do Amapá (AMA), que teve projeto aprovado pela Petrobras, para investimento de R$ 1,5 milhão em ações destinadas à melhoria da qualidade de vida de crianças autistas no estado.

O projeto ‘Autismo e a Educação Estruturada’ foi contemplado pela estatal no programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania, que premiou 130 projetos no Brasil inteiro. A medida prevê para janeiro de 2014, a construção de um centro com atendimentos médicos e de assistência social, além da oferta de cursos profissionalizantes e capacitação de educadores.

“O tratamento da minha filha sempre foi feito em São Paulo porque no Amapá não temos atendimento específico, além de não existir políticas para conscientizar as escolas sobre a importância da inclusão de crianças com autismo”, relatou a mãe.

 Frank Bejamin presidente da AMA/AP (Foto: Dyepeson Martins/G1)Frank Bejamin, presidente da AMA
(Foto: Dyepeson Martins/G1)

O centro vai funcionar no bairro Laurindo Banha, na Zona Sul de Macapá, e deve oferecer atendimento diário a 200 crianças, segundo informou o presidente da AMA Frank Bejamin. “A associação tinha uma estrutura pequena, em que não conseguíamos fazer o acompanhamento adequado das crianças. Com o desenvolvimento desse projeto muitas famílias terão mais tranquilidade em suas casas”, declarou Bejamin.

Em 2012, a presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei que prevê novos direitos aos autistas, garantido serviços de educação, nutrição, moradia, trabalho e assistência social. “O que é lei deve ser cumprido”, afirmou o presidente da AMA.

 

Metamorfose ambulante

Metamorfose ambulante

 
 

"Autism" "Autismo" "papo de mãe" "mãe" "azul"

Hoje vamos abordar um assunto muito polêmico e que gera debates acalorados entre mães e pais de autistas toda vez que vem à tona. Como nos sentimos verdadeiramente em relação ao Autismo? Se o autismo pudesse adquirir a forma humana e tivéssemos a possibilidade de dizer-lhe tudo o que sentimos, o que lhe diríamos?

Já sabemos que, quando recebemos o diagnóstico, nossa vida é impactada de forma extrema e a sensação que temos, inicialmente, é a de que chegamos ao fim e que não há solução para nossas vidas.

Da mesma forma, já é do conhecimento de todos que esta descoberta desperta em nós sentimentos ambíguos, diversos e totalmente contraditórios. De uma hora para outra, temos que aprender a conviver com a tristeza, o desespero, o luto, o inconformismo, o medo do futuro e a depressão, dentre tantos outros sentimentos.

Para alguns, o luto é breve e passageiro. Para outros, no entanto, esta fase pode ser mais demorada, prolongando-se por um tempo maior. E existem aquelas famílias que jamais irão superar o luto, tamanho o sofrimento que vivenciam.

Se não existe manual para guiar nossos passos e nos conduzir nesta caminhada, o que dizer então do nosso sofrimento? NÃO existe fórmula mágica, nem tempo determinado ou pré-estabelecido para pautarmos o nosso sofrimento.

Cada um de nós é um indivíduo com suas próprias características e vivências e, assim sendo, responde de forma única e peculiar às dificuldades e obstáculos que a vida nos oferece.

 

Após o luto, vivenciamos a fase da aceitação.

E é justamente sobre esta fase, suas implicações e desdobramentos que eu gostaria de falar.

Para melhor compreensão, vamos denominar a fase do luto de estaca zero, ao passo que a fase da aceitação será chamada de marco 100.

Desta forma, variamos nosso estado de espírito de 0 a 100. Obviamente que o tempo de variação entre estes dois estágios depende, e MUITO, de cada indivíduo.

Saímos da mais absoluta tristeza e desespero para descobrir a luz no fim do túnel e, com ela, a esperança em dias melhores.

É muito comum, neste estágio, que também sejamos acometidos por sentimentos dúbios!

Exponho neste momento minha experiência pessoal: ao contrário da grande maioria das famílias, vivi meu luto, ANTES do diagnóstico, em doses homeopáticas, durante os 9 meses da via crúcis empreendida na busca de um profissional que levasse em conta minhas observações a respeito das alterações comportamentais de João Pedro.

Assim sendo, quase que imediatamente após o diagnóstico entrei na fase da aceitação.

E partindo da premissa de que o autismo era (e ainda é!) parte integrante de meu filho (embora seja apenas um aspecto da sua personalidade, não sendo capaz de defini-lo e, muito menos, resumi-lo como pessoa) eu imaginava que por AMAR meu filho com todas as minhas forças e sem restrições, eu também “precisava” amar o autismo!

Cheguei a afirmar isto algumas vezes e mencionar o fato em um texto escrito em 2011.

Porque, em meu entendimento, a relação era muito confusa!

Quanto do autismo existe em meu filho? Onde começa um e termina o outro? Onde termina a minha rejeição pelo autismo e começa o amor por meu filho? Estas perguntas povoaram meus pensamentos durante muito tempo e me fizeram andar em círculos.

Entretanto, ao longo da caminhada vamos adquirindo novas experiências que nos agregam vários aprendizados. Aprendizados que podem ser responsáveis por trazer luz para nossas dúvidas. Conversando com amigas azuis, trocando ideias e argumentando, pude perceber o quanto eu estava equivocada!

Lendo o testemunho de uma amiga, muito especial, minha mente teve o “insight” que eu tanto procurava e não encontrava. Novamente, reforço a importância valiosa de conversarmos umas com as outras, pois o fato de vivermos a mesma situação nos torna capaz de nos compreendermos como mais ninguém será capaz de fazer.

Por que trago este assunto à tona?

A proximidade do fim do ano sempre faz com que tenhamos vontade de avaliarmos nossas vidas, fazendo uma retrospectiva de tudo o que nos aconteceu. E NÃO tenho medo de mudanças!

Não tenho receio ou pudor de afirmar que  estive equivocada em qualquer opinião ou sentimento. O ÚNICO medo que tenho é de não ser capaz de mudar!

Tenho medo de não estar pronta para receber a mudança e de não me permitir ser modificada, para melhor, por ela! Tenho receio de envelhecer agarrada às minhas concepções e convicções, como se fosse a “dona da verdade” ou a “senhora da razão”.

E, como diz a canção de Raul Seixas,

“eu prefiro ser esta metamorfose ambulante / do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo” .

Esta sou eu…

E você? Que conceito, ideia ou pensamento gostaria de rever?
Denise Aragão

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade na berlinda

CH Rio de Janeiro (RJ) 22/03/2011 Alunos fazem o Clobber, teste para apurar a ocorrência de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) Foto Divulgação/Coppe Foto: Agência O Globo
CH Rio de Janeiro (RJ) 22/03/2011 Alunos fazem o Clobber, teste para apurar a ocorrência de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) Foto Divulgação/Coppe Agência O Globo

WASHINGTON – Depois de 50 anos liderando a luta para legitimar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Keith Conners, um dos maiores especialistas no tema, poderia estar comemorando que crianças – antes rotuladas de dispersivas e problemáticas – hoje estão recebendo tratamento. Mas, segundo reportagem publicada no “New York Times”, num congresso em Washington, Conners apresentou dados que considerou desastrosos: 15% das crianças americanas têm TDAH e as que estão sob medicação somam 3,5 milhões, contra 600 mil em 1990. O professor da Universidade de Duke é mais um pesquisador que passou a questionar se não há um excesso de diagnóstico e prescrição de remédios para o transtorno, num debate que, por enquanto, está longe de ter consenso.

– É um desastre nacional de perigosas proporções – afirmou o cientista ao “New York Times”. – Os números (do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, CDC) poderiam indicar uma epidemia. Mas não é. É um absurdo. Esta é uma invenção para justificar a prescrição de medicamentos em níveis injustificáveis e sem precedentes.

O distúrbio é o segundo mais frequente entre crianças, perdendo apenas para asma, de acordo com o CDC. E a venda de estimulantes no país em 2012 se aproximou dos US$ 9 bilhões, mais de cinco vezes o montante de uma década atrás (US$ 1,7 bilhão).

Pouco antes de morrer este ano, Leon Eisenberg, um dos papas da psiquiatria infantil, engrossou este coro ao afirmar que o TDAH era uma doença fabricada, ressaltando que, em vez de prescrever pílulas, psiquiatras deveriam avaliar as razões psicossociais que poderiam levar a problemas de comportamento das crianças. Isto é o que também defende a professora Pediatria da Unicamp, Maria Aparecida Moysés.

– Existe uma discussão da própria medicina sobre se isto é realmente uma doença. Existem comportamentos de hiperatividade e etc, mas não há comprovação de que seja uma doença. Pode ser a expressão de problemas em algumas crianças sim, mas elas podem ser normais, sendo agitadas. Não dá para padronizar todas.

Maria Aparecida ainda critica o aumento do uso de estimulantes e cita dados do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, mostrando que, em 2000, foram vendidas 71 mil caixas dos psicotrópicos no Brasil; em 2009, foram dois milhões.

Cerca de 5% de crianças teriam TDAH

Enquanto isto, estimativas internacionais apontam para 5% das crianças e 2,5% dos adultos com o transtorno. No Brasil, segundo alguns especialistas, o caso é o oposto do dos Estados Unidos. Aqui, apenas cerca de 20% dos indivíduos com TDAH são medicados, aponta um estudo publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria (RBP).

– De fato, há um aumento da venda de remédios. Mas a maioria dos pacientes ainda não está sendo adequadamente tratada – comentou o professor de Medicina da UFRJ Paulo Mattos, que assina o estudo da RBP. – E sempre que o conhecimento avança sobre um transtorno, aumenta naturalmente o diagnóstico e o tratamento.

Nem todos os pacientes com TDAH precisam de medicamento. Além disso, 30% dos indivíduos não reagem ao estimulantes e precisam de outras drogas. Há um total de 18 sintomas para identificar o TDAH. Embora seja prevalente entre crianças, ele pode ocorrer em qualquer idade.

Este ano, inclusive, o novo “Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais” (DSM 5), que orienta profissionais de todo o mundo, foi modificado para enfatizar que o transtorno ocorre também na vida adulta. Isto, segundo críticos, poderia elevar ainda mais o número de casos, mas esta não é a opinião do chefe da Psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia do Rio, Fábio Barbirato:

– O último DSM é dos anos 80, quando não havia critérios específicos. Naquela década, íamos ao exterior aprender a fazer o diagnóstico. Hoje temos muito mais gente treinada – rebate Barbirato, que também defende o uso de medicamentos e a melhora do diagnóstico. – Nenhum psiquiatra gosta de medicalização. Ela ocorre por profissionais mal treinados, que indicam estimulantes para provas de vestibular, não aplicam questionário, não fazem avaliação do paciente.

Patricia Musasci tem 42 anos e conta ter abandonado a escola, passado por cinco casamentos e três falências até iniciar, há dois anos, o tratamento de TDAH, com medicamento e terapia cognitivo-comportamental:

– Fazia prova, mas não lembrava do tema, começava a ler alguma coisa e não chegava ao final, ouvia dos colegas que “estava sempre no mundo da lua”. Não é fácil, tenho sempre que fazer um esforço maior do que a maioria, mas consegui terminar o colégio e passei no vestibular de psicologia.

Nelson Mandela Um metodista especial -homenagem da Fundação Mundo Azul

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Nelson Mandela

Um metodista especial

Muito querido em todo mundo

95 anos de idade. Faleceu dia 5 de dezembro.

Mandela nasceu dia 18 de julho de 1918 no clã Madiba no vilarejo de
Mvezo, no antigo território de Transkei, sudeste da África do Sul. Seu
nome original era Rolihlahla Mandela. Após seu pai morrer, em 1927,
ele foi acolhido pelo rei da tribo, Jongintaba Dalindyebo. Cursou a
escola primária no povoado de Qunu e recebeu o nome Nelson de uma
professora, seguindo uma tradição local de dar nomes cristãos às
crianças.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, anunciou seu falecimento em Pretória.

Seu funeral  deve durar 12 dias.

O corpo será enterrado, de acordo com seus desejos, na aldeia de Qunu,
onde cresceu. Os restos mortais de três de seus filhos foram
sepultados no mesmo lugar, em julho, após ordem juidicial.

Mandela ficou internado de junho a setembro devido a uma infecção
pulmonar. Ele deixou o hospital e estava em casa. Morreu às 20h50, no
horário local de Pretória, ou, no horário brasileiro de verão, às
16h50.

“Eu não sou um santo, a menos que você ache que um santo seja um
pecador que continua tentando fazer o seu melhor.”      Nelson Mandela

«Madiba», como era carinhosamente chamado pelos familiares, foi um
dos maiores cumpridores desta palavra do Supremo Mestre:
«Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão
fartos»  Mateus 5:6

A África do Sul sofreu por muitos anos (entre 1948 e 1993) o
apartheid = negros desprezados, segregados, humilhados. Os brancos,
perversos em sua postura e em sua ideologia, massacravam os «de côr».
Nelson Mandela lutou contra essa injustiça – e venceu! Embora isso
tenha custado a ele 27 anos de prisão, encarcerado! Em compensação, ao
ser libertado – até por força de campanhas do mundo inteiro a seu
favor – tornou-se PRESIDENTE DO SEU PAÍS! (de 1994 a 1999)

Assim «Madiba» é um dos maiores heróis na luta dos negros pela
igualdade de direitos no país.

Ficou preso durante 27 anos e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993.
Foi eleito em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul, nas
primeiras eleições multirraciais sul-africanas. Mandela é alvo de um
grande culto no país, onde sua imagem e citações são onipresentes.
Várias avenidas têm seu nome, suas antigas moradias viraram museu e
seu rosto aparece em todos os tipos de recordações para turistas.

Palavras de Mandela: «Eu lutei contra a dominação branca, e lutei
contra a dominação negra. Eu cultivei o ideal de uma sociedade
democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia
e com oportunidades iguais. Este é um ideal pelo qual eu espero viver
e alcançar. Mas, se for necessário,

é um ideal pelo qual estou preparado para morrer».

Em novembro de 2009, a ONU anunciou que o dia de seu aniversário seria
celebrado em todo o mundo como o Dia Internacional de Mandela.

Chefes de Estado em todo mundo renderam seu tributo a um dos maiores
seres humanos que já passou pelo mundo. Vejamos alguns:

♥ Barack Obama, presidente dos Estados Unidos: «Como muitos outros no
mundo, eu não conseguiria imaginar minha vida sem o exemplo que
Mandela deu».  «Eu sou um dos milhões que se inspiraram na vida de
Nelson Mandela. Minha primeira ação política foi um protesto contra o
apartheid. Estudei as palavras e os textos dele».  «Cabe a nós seguir
o exemplo que ele estabeleceu».  Obama disse ainda que o legado de
Mandela para o país foi «uma nova África do Sul, em paz consigo
mesma».  «Michele e eu enviamos nossa simpatia e gratidão mais
profundas por termos compartilhado esse homem entre nós. Espero que o
tempo passado com ele nessas últimas semanas tenha levado paz e
conforto para sua família.» Mandela foi definido no discurso como «um
homem que pegou a História com suas mãos e virou o arco do universo
moral em direção à justiça». Obama acrescentou: «Mandela alcançou mais
do que se pode esperar de qualquer homem».

♥ Dilma Rousseff, presidente do Brasil: «O governo e o povo
brasileiros receberam consternados a notícia da morte de Nelson
Mandela. Personalidade maior do século 20, Mandela conduziu com paixão
e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser
humano da história contemporânea – o fim do apartheid na África do
Sul. Seu combate transformou-se em um paradigma, não só para o
continente africano, como para todos aqueles que lutam pela justiça,
pela liberdade e pela igualdade. O governo e o povo brasileiros se
inclinam diante da memória de Nelson Mandela e transmitem a seus
familiares, ao presidente Zuma e aos sul-africanos, nosso sentimento
de profundo pesar. O exemplo deste grande líder guiará todos aqueles
que lu-tam pela justiça social e pela paz no mundo».

♥ Joaquim Barbosa, Presidente do Supremo Tribunal Federal: «Envio
minhas profundas condolências à senhora Graça Machel e aos familiares
de Nelson Mandela, assim como ao povo e ao governo sul-africanos. A
morte de Nelson Mandela torna o mundo mais pobre de referências de
coragem, dignidade e obstinação na defesa das causas justas. Sua vida
altiva traduziu o sentido maior da existência humana. Seu nome
permanecerá como sinônimo de esperança para todas as vítimas de
injustiça em qualquer parte do mundo».

♥ Jacob Zuma, presidente da África do Sul: «Ele partiu. Ele se foi
pacificamente na companhia da família». «Ele descansou, agora está em
paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu seu pai.»

♥ Pelé: «Hoje estou muito triste. Nelson Mandela foi uma das pessoas
mais influentes em minha vida. Ele era meu herói, meu amigo e também
um companheiro para mim em nossa luta pelo povo e pela paz mundial.
Vamos todos dar continuidade ao seu legado com propósito e paixão».

♥ Arnold Schwarzenegger, ator e ex-governador da Califórnia: «Nunca me
esquecerei do tempo que passei com o presidente Mandela. Mesmo antes
de conhecê-lo, ele era um dos meus heróis. Mas, durante a cerimônia de
abertura das Olimpíadas Especiais na África do Sul, tive a
oportunidade de ficar ao seu lado em sua antiga cela na prisão da Ilha
Robben para acender a pira, e sua lenda cresceu diante de meus olhos».

♥ Bill Gates, fundador da Microsoft, no Twitter: «Todas as vezes em
que Melinda e eu nos encontrávamos com Nelson Mandela, saíamos mais
inspirados do que nunca. Sua graça e coragem mudaram o mundo.»

Existem inúmeros ATORES de Hollywood que já interpretaram Nelson
Mandela em muitos filmes emocionantes de sua vida. Na mocidade, na
velhice, enfim, seu exemplo de luta, abnegação e vitória.

 

Susan Boyle revela que tem síndrome de Asperger

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Susan Boyle revela que tem síndrome de

Asperger

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Publicado:8/12/13 – 9h31
Atualizado:8/12/13 – 11h23

A cantora Susan Boyle Foto: Reuters/Arquivo
A cantora Susan Boyle Reuters/Arquivo

RIO – A cantora escocesa Susan Boyle revelou, em entrevista ao jornal britânico “Observer”, que foi diagnosticada um ano atrás com síndrome de Asperger (uma doença do espectro do autismo), mas preferiu manter a história em segredo. A cantora de 52 anos foi descoberta no programa “Britain’s Got Talent” em 2009 e se transformou em uma das mais bem-sucedidas artistas do país.

“Recebi um diagnóstico errado quando era criança”, conta ela. “”Me disseram que eu tinha danos cerebrais. Eu sempre soube que era um rótulo injusto. Agora eu tenho uma compreensão mais clara do que está errado e me sinto aliviada e um pouco mais relaxada.”

A síndrome de Asperger afeta a interação social e as habilidades de comunicação. Por vezes, dificulta também a capacidade de estabelecer relações e avaliar o comportamento apropriado em diferentes contextos sociais. Segundo Susan, já na infância seus colegas praticavam bullying por considerá-la diferente. Ela decidiu investigar seu problema porque sentia que “tinha uma doença mais séria”. Ela realizou diversos testes que mostraram o nível de inteligência não era afetado por sua condição especial. “Disseram que meu QI era acima da média”, disse.

Ela espera, entretanto, que isso faça as pessoas mostrem mais empatia e compreensão com sua trajetória. “Não vai fazer diferença para a minha vida. É apenas uma condição com que eu tenho que conviver”

Em outubro, Susan lançou um um dueto de “O come, all ye faithful” com Elvis Presley, como single de Natal. O dinheiro arrecadado com os direitos autorais da música irão para a organização Save the Children. Em 2013 ela participou também do filme “The Christmas Candle”. E uma cinebiografia está sendo planejada com Maryl Streep interpretando a cantora.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/susan-boyle-revela-que-tem-sindrome-de-asperger-11006114#ixzz2n9qn5oZX
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