Professora Terezinha Rêgo inclui plantas para auxiliar no tratamento de autistas

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Professora Terezinha Rêgo inclui plantas para auxiliar no tratamento de autistas

Difícil existir no Maranhão quem ainda não tenha ouvido falar na professora Terezinha Rêgo, 80 anos, uma das referências também nacionais quando o assunto é fitoterapia. Com oito décadas de vida, sendo cinco dedicadas ao estudo das plantas, a doutora em Botânica não para de inovar. A última descoberta é mais uma utilidade das plantas, agora como auxiliares no tratamento de autistas.

Isso mesmo: ela foi convidada a fazer cooperação com a Escola Metamorfose, localizada em Niterói (RJ), especializada em Autismo, Transtorno Invasivo de Desenvolvimento (TID) e Transtorno de Atenção e Hiperatividade (veja mais no box).

Tudo começou a partir de uma experiência pessoal, por meio de uma criança autista ligada à sua família e que mora no Rio de Janeiro. Pelos laços de amizade da família, ela o considera como um neto. A professora passou a ministrar o uso de tintura de Passiflora (produzido à base da folha de maracujá) e que atua como tranquilizante natural; aliado ao tagets minuta, o popular cravo-de-defunto, tema de sua livre docência. Esta última planta é utilizada nas articulações, friccionada numa mistura de álcool e eucalipto. “Percebi que com os exercícios físicos que ele faz e com o uso das plantas, a melhoria foi gradativa”, afirma.

Como o neto estuda na escola já mencionada, com o passar do tempo a professora Terezinha Rêgo aproximou-se mais da instituição e nasceu uma parceria: a partir de seus vastos conhecimentos fitoterápicos, ela passou a enviar para a escola os mesmos materiais utilizados no neto. “Ele tem 10 anos e é bastante agitado. Com o passar dos anos, percebi uma melhora muito grande. Da última vez que o vi, ele chamou: ‘vovó’”, emociona-se.

Atualmente, cerca de 70 crianças estão sendo atendidas com os remédios no Rio de Janeiro na Escola Metamorfose. Aqui em São Luís, mesmo sem ter escolas específicas para trabalhar com autistas, três crianças também estão sendo atendidas com as plantas. “Temos muitas ideias e acho que seria também queremos trabalhar com a chanana (Turneraulmifolia), outra planta portadora de muitas qualidades e que ajuda na resistência do corpo. Mas São Luís necessita de um espaço adequado para tratar essas crianças autistas”, reconhece.

Uma longa trajetória – E para quem ainda não conhece a professora Terezinha Rêgo, ela é coordenadora do Programa de Fitoterapia da Universidade Federal do Maranhão (Ufma). Percorreu uma longa trajetória na busca por um dos seus principais objetivos de vida: estudar e descobrir as propriedades medicinais da flora maranhense a fim de beneficiar a comunidade com medicamentos fitoterápicos mais baratos e com menos efeitos colaterais.

Com doutorado em Botânica pela USP, ela foi responsável pelo desenvolvimento de três medicamentos fitoterápicos que auxiliaram no tratamento da pneumonia asiática – pelo qual recebeu até prêmio na China. Além disso, por meio do Programa de Fitoterapia – programa de extensão da Ufma –, atende um grupo de 27 portadores do vírus HIV que recebem tratamento fitoterápico gratuito que ajuda a aumentar a resistência do portador.

Dentre os projetos sociais que estão sendo desenvolvidos atualmente, Terezinha destaca o trabalho realizado no Liceu Maranhense. Toda a primeira e última quinta-feira do mês, a doutora desloca-se para o colégio a fim de prestar assistência aos alunos, professores e demais funcionários da instituição. Além disso, ajudou a criar o horto medicinal do Liceu, onde os alunos são estimulados a plantar e cuidar das plantas.

“Eu tenho uma história muito marcante com o Liceu. Eu fui aluna do Liceu, fui professora do Liceu, sou aposentada pelo Liceu como professora de biologia, e agora eu volto pro Liceu como profissional, dando a minha contribuição para melhorar a qualidade de vida dos estudantes do Liceu”, relata Terezinha.

(fonte desta segunda parte “Uma longa trajetória”: cazombando.blogspot.com.br)

 

Sobre a Escola Metamorfose

É uma Instituição especializada em Autismo, TID e TDAH, que surgiu pela deficiência no processo de inclusão educacional, apostando na demanda de crianças na fase pré-escolar, portadoras de síndrome do autismo, entre outras, que precisam de atenção diferenciada e individualizada.

A Escola Metamorfose possui currículo personalizado, utiliza a terapia cognitivo-comportamental METAMORFOSE, ensino individualizado, com seis alunos por turma e uma equipe interdisciplinar com Pedagogia, Psicologia, Terapia Comportamental, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Integração Sensorial, Psicomotricidade e Arteterapia.

A escola é comandada pela psicóloga Sandra Cerqueira Moura, que também é educadora e mestranda em Autismo pela Universidade Federal Fluminense, Analista do Comportamento, Especialista em Saúde da Família e em Avaliação e Práticas Educativas Especiais e Portadores de Autismo e Síndromes Associadas, atuando na educação de crianças com transtorno invasivo do desenvolvimento.

A escola funciona em Niterói – RJ, Rua Professora Delfina de Freitas Gomes, 144, Maria Paula. Telefax: (21) 2617-7112 E-mail: associacaometamorfose@gmail.com

Para conhecer mais os trabalhos desenvolvidos, acesse:

http://associacaometamorfose.blogspot.com.br/

http://escolaparaautistas.blogspot.com.br

 

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