Archive | Setembro 2013

Fundação Mundo Azul esta na campanha da implantação da Lei 12.764

1378199_10200546108270659_1130716509_n

1186881_588464097871337_1598998437_n

Excelentíssima Senhora Presidenta da República.

A Fundação Mundo Azul e Grupo de Pais esta na campanha da implantação da Lei 12.764 com o seu  cumprimento já,não deixe cai no esquecimento pois existe 2 milhões de Brasileiros precisando dos Centros de tratamento .

Como escreve nosso amigo Nilton Salvador

No dia 27 de dezembro de 2012 a presidência da República sancionou e promulgou a LEI 12.764, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, estabelecendo e garantindo as diretrizes para sua consecução.
A partir daquele dia, mais e dois milhões de pessoas na condição do Transtorno do Espectro Autista, em todo o Brasil, ainda padecem pela falta do seu Decreto que Regulamente a referida lei.
Continuamos acreditando, que assim como à senhora promulgou a lei 12.764/12, proporcionando a esperança de melhores condições de vida para milhões de brasileiros naquela condição, pode também determinar a sua regulamentação, antes que ela complete o seu primeiro aniversário, para que como mãe compreensiva à situação, ajude a evitar que nossos filhos sofram mais do que o inevitável.
Fundação Mundo Azul

Grupo de Pais  – O Brasil Precisa dos Centros de tratamento Já.

gabinetepessoal@presidencia.gov.br e casacivil@planalto.gov.br

Educação Inclusiva x Educação Especial – Existe espaço para AMBAS

papo-de-mae-banner-linha-op-II1

Educação Inclusiva x Educação Especial – Existe espaço para AMBAS

Em conversa com minha amiga Luciana Nassif, surgiu a ideia de escrever sobre este assunto pra lá de polêmico: educação inclusiva x educação especial. Muito se tem falado e amplamente se tem discutido sobre o assunto. Pois então, lá vou eu meter “minha colher” neste “angu de caroço”.

Sinceramente, não consigo compreender esta questão da forma como a grande maioria das pessoas vem fazendo, como se cada proposta e projeto pedagógico conflitassem entre si, de tal forma que somente um pudesse existir! Existe espaço para os dois modelos de educação! Porque, simplesmente, entendo que a existência da escola especial NÃO inviabiliza a inclusão escolar e vice-versa!

Se podemos ter a possibilidade de escolher entre as duas opções, por que iremos restringir nossos filhos, cerceando seus direitos e insistindo na “fórmula” equivocada que consiste em  colocar todos os autistas numa mesma “fôrma”??? É preciso, minhas amigas e meus amigos, pensar MUITO além da “caixinha”…

Quando uma criança é diagnosticada precocemente, a inclusão escolar (com raras exceções) é a indicação natural da grande maioria dos Especialistas em Autismo, pois existe a grande possibilidade de evolução e melhora do prognóstico da criança.

Entretanto, com o passar do tempo, a questão vai sofrendo sensíveis alterações. De acordo com o crescimento, o desenvolvimento e a adaptação da criança, a escola regular pode deixar de ser a MELHOR opção!

É importante ressaltar que assim como não existe um indivíduo igual ao outro, cada pessoa com autismo é ÚNICA e deve ser compreendida com suas próprias características e dificuldades, potencialidades e limitações. Assim sendo, cada aluno é um aluno, devendo ser cada caso analisado dentro de sua especificidade, de forma a priorizar, SEMPRE, o BEM ESTAR da pessoa com autismo.

Existe ainda um outro aspecto essencial que deve ser levado em consideração:  INCLUIR é muito mais do que aceitar a matrícula da criança na escola. Crianças com necessidades especiais NÃO são colocadas em escolas regulares apenas para passar suas tardes ou suas manhãs como, infelizmente, muitos donos de escola e coordenadores acreditam.

É sabido que a inclusão escolar efetiva e ideal ainda está muito longe de acontecer (obviamente, existem algumas escolas que fazem a Inclusão com o I maiúsculo!), seja pela resistência dos estabelecimentos de ensino em aceitar nossos filhos (embora esta recusa seja um ilícito passível de multa, previsto pela Lei 12.764), seja pelo fato de o corpo docente não apresentar especialização necessária para fazê-lo e por tantos outros motivos, sobre os quais já escrevi na coluna do dia 02/07/2013, intitulada “Inclusão Escolar NÃO é um favor! – o que as escolas precisam aprender sobre nossos filhos.” (se quiser ler mais sobre este post, clique aqui).

O fato é que, na grande maioria das vezes, o que observamos é a inclusão da exclusão: crianças jogadas em um canto da sala de aula, em uma turma lotada, com uma professora que, muito provavelmente, entende pouco ou quase nada sobre autismo.

Vale ressaltar que tenho observado, nos últimos anos, um número crescente de educadores que, por conta própria, resolveram investir em cursos de especialização, aperfeiçoamento e pós-graduação em Educação Inclusiva, embora esta especialização devesse estar contida no Conteúdo Programático das Faculdades de Pedagogia – este é um dos motivos pelos quais acredito que as faculdades de Pedagogia devem REFORMULAR seus currículos. A estes profissionais e HERÓIS da educação, que por respeito à profissão e AMOR a seus alunos, buscam o conhecimento, deixo o meu muito obrigada!

Resumindo: incluir um aluno, sem que este tenha suas reais necessidades atendidas, sem que  lhe sejam proporcionados os recursos necessários previstos por lei (sejam recursos físicos, sejam recursos humanos – por recursos humanos, entendam a figura da mediadora escolar, sejam conteúdos e avaliações adaptadas às suas especificidades) é apenas e tão simplesmente  “jogá-lo” em sala de aula.

Ainda em tempo, cabe aqui uma importante ressalva: isto NÃO quer dizer de forma alguma que eu não acredite na eficácia e no sucesso da Inclusão escolar. O que defendo é que muito ainda deve ser feito para que este processo se torne uma realidade para todos que optarem pela inclusão. E sou uma grande entusiasta de que devemos lutar por esta realidade!

Meu filho frequenta uma escola regular inclusiva, desde o diagnóstico. Que depoimento eu posso dar a respeito de nossa experiência pessoal?   A inclusão de meu filho vai “muito bem, obrigada!”, até o presente momento. E amanhã? E quanto ao futuro? Continuará este processo sendo bem sucedido? Espero que sim!

Mas, se isto não acontecer, levando em conta as necessidades e limitações de meu filho, posso optar por colocá-lo em uma escola especial, que possa atendê-lo em suas dificuldades de forma mais adequada do que a escola regular inclusiva.

Falando em escolas especiais, sabemos que existem escolas e escolas. Da mesma forma que temos escolas regulares que não cumprem seu papel inclusivo, também temos escolas especiais que realizam seu trabalho de forma precária e muito aquém das potencialidades das pessoas com necessidades especiais.

Sei de escolas especiais que são apenas uma espécie de depósito para nossas crianças e jovens com deficiência, porque suas propostas pedagógicas estão há muito ultrapassadas, porque seus profissionais não acreditam na capacidade de aprendizado de nossos filhos, subestimando sua capacidade cognitiva e até mesmo pela falta de recursos. Com todos estes “poréns”, estas escolas não contribuem para o desenvolvimento social, psicomotor e pedagógico de seus alunos.

No outro extremo da situação, tenho a alegria saber da existência de experiências de sucesso com jovens e crianças autistas em escolas especiais. Escolas que ACREDITAM no potencial da pessoa com autismo, respeitando sua individualidade e oferecendo estratégias para seu desenvolvimento.

Conforme podemos concluir, temos escolas inclusivas e escolas especiais que desempenham seu papel com maestria e louvor, da mesma forma que existem outras escolas inclusivas e outras escolas especiais que ainda precisam melhorar MUITO em todos os aspectos pelos quais podemos compreender o processo educativo.

O que pode ser bom para alguns, pode não ser tão eficaz para outros. E temos ainda o que eu acredito ser a questão mais importante de toda esta discussão: O PÁTRIO PODER! Entende-se por Pátrio Poder o poder decisório que os pais (pai e mãe) de uma criança ou jovem possuem no que concerne a todas as decisões referentes a seus filhos.

Trocando em “miúdos”: Cabe à família a palavra final e a decisão da escolha, seja esta qual for. Esta decisão deve ser tomada, preferencialmente, após ouvir as ponderações dos terapeutas da criança ou jovem. Cada mãe e cada pai conhece como ninguém as necessidades de seus filhos.

Nunca é demais enfatizar: a existência de uma não inviabiliza a existência da outra! Podem e devem coexistir pacificamente, sem que uma aniquile a outra, cumprindo o papel primordial a que foram designadas – ajudar as pessoas com Necessidades Especiais a se desenvolver, alcançando o melhor e maior grau de autonomia possível, bem como independência, felicidade e bem estar.

RESPEITAR a diversidade de opiniões e a pluralidade de ideias e saber conviver com cada uma delas é VITAL para a construção de uma sociedade democrática, justa e igualitária, seja para indivíduos com necessidades especiais ou para indivíduos neurotípicos.

Denise Aragão

Jefferson recebe o título de cidadão carioca e apoia a Fundação Mundo Azul pela conscientização do Autismo.

DSC01945 DSC01946 DSC01947 DSC01936 DSC01937 DSC01938

 

 

 

 

 

 

 

http://www.lancenet.com.br/botafogo/cerimonia-Alerj-Jefferson-Rio-Janeiro_0_1000100211.html

Em cerimônia realizada na noite desta quinta-feira, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o goleiro Jefferson, do Botafogo, recebeu o título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro e ficou muito sensibilizado com o trabalho feito pela Fundação Mundo Azul pelo trabalho feito pela conscientização e informação do Autismo no Rio de Janeiro.Emocionado, ele agradeceu a honraria e se prontificou em ajudar na divulgação.- Estou muito feliz e honrado com esse título, o mais importante da minha carreira. Agradeço ao povo do Rio de Janeiro. Até mesmo as minhas filhas já estão falando como carioca, falando “voxês” – disse o goleiro, brincando com o sotaque dos moradores da cidade.

O título foi concedido de forma unânime pela Casa, mas teve a iniciativa do deputado Xandrinho, torcedor do Glorioso.

Ao fim da cerimônia, Jefferson voltou a falar da homenagem recebida na Alerj. O goleiro alvinegro estava nitidamente emocionado.

– Agradeço ao povo do Rio pela forma como recebeu minha família. Espero representar bem a Seleção, o Botafogo e o estado do Rio. Nunca imaginei receber esta homenagem. Este título vai ficar na galeria de troféus lá de casa – disse o camisa 1.

Esta é a segunda passagem de Jefferson pelo clube de General Severiano. No total, ele já realizou 315 partidas, sofrendo 374 gols. Atual capitão da equipe, ele conquistou o título estadual em 2010 e 2013.

Fundação Mundo Azul
Grupo de Pais

Igor Rickli – Eu Apoio o Brasil Precisa Conhecer o Autismo.

DSC01856

 

 

 

 

 

O Ator Igor Rickli  apoia a Fundação Mundo Azul Grupo de pais na conscientização e informação do Autismo.

Mundo Azul -Grupo de Pais

Fundação Mundo Azul

Fundação Mundo Azul esteve no Ação Global Mulheres no Caju

DSC01851DSC01837DSC01789DSC01801DSC01860DSC01782DSC01793

 

 

 

 

DSC01785

DSC01781

DSC01784

 

 

 

 

A Fundação Mundo Azul representado pelo grupo de Pais Ilton Caruso,Luciano Aragão e Celio Tati estiveram neste domingo no Ação Global Mulheres no caju panfletando ,informando e conscientizando a população o que é o Autismo ,O evento contou com a participação dos atores Anderson di Rizzi, o Carlito de Amor à Vida; Lucas Romano, o Luciano da mesma novela; Rodrigo Lopez, o Vitinho de Sangue Bom, e Igor Rickli. Os atores chegaram por volta de 10:30h esbanjando simpatia e retribuindo o carinho das pessoas que se encontravam no local. Em seguida eles se encaminharam para o palco e realizaram brincadeiras com a plateia. O ator Igor Rickli destacou a importância da divulgação do Autismo feito pelo Grupo de pais do Mundo Azul no Ação Global. “Eu fico muito feliz em poder participar e ver tantas pessoas serem ajudadas por essa ação”, comentou o ator.

Mundo Azul Grupo de Pais.

Fundação Mundo Azul.

 

Fundação Mundo Azul Carta aberta a comunidade Autista

1186881_588464097871337_1598998437_n

 

 

 

 

 

Carta Aberta a Comunidade Autista.

Prezados,
Pais, Médicos, Terapeutas, Políticos Empresários, Benfeitores, amigos, etc.
O Grupo de Pais Mundo Azul, está em fase final do processo para adquirir personalidade Jurídica, na forma de Fundação sem fins lucrativos.
Assim, a Fundação Mundo Azul, por meio de seu Conselho de Administração, composto pelos pais fundadores do grupo, torna público sua MISSÃO, seus PRINCÍPIOS, suas DIRETRIZES e seus OBJETIVOS na Luta da Causa Autista à toda comunidade.
MISSÃO
Integração da Pessoa Portadora de Autismo através de um conjunto de orientações e ações que objetivam assegurar o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de Transtornos do Espectro Autista, assegurarando o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao desporto, ao turismo, ao lazer, à previdência social, à assistência social, ao transporte, à habitação, à cultura, ao amparo à infância, e de outros que, decorrentes da Constituição e das leis, propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico.
Garantir a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, assim como a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas portadoras de TEA e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação;
Garantir e cobrar a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes;
Garantir e cobrar o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho.
Cobrar a responsabilidade do poder público quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações;
Garantir e cobrar o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como a pais e responsáveis;
Garantir e cobrar o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para estudos tendentes a dimensionar a magnitude e as características do problema relativo ao transtorno do espectro autista no País.
PRINCÍPIOS
I – Desenvolvimento de ação conjunta com o Estado e a sociedade civil, de modo a assegurar a plena integração da pessoa portadora de transtorno do espectro autista no contexto sócio-econômico e cultural;
II – Estabelecimento de mecanismos e instrumentos legais e operacionais que assegurem às pessoas portadoras de transtorno do espectro autista o pleno exercício de seus direitos básicos que, decorrentes da Constituição e das leis, propiciam o seu bem-estar pessoal, social e econômico; e
III – Respeito às pessoas portadoras de transtorno do espectro autista, que devem receber igualdade de oportunidades na sociedade por reconhecimento dos direitos que lhes são assegurados, sem privilégios ou paternalismos.
Diretrizes
I – Estabelecer mecanismos que acelerem e favoreçam a inclusão social da pessoa portadora de transtorno do espectro autista;
II – Adotar estratégias de articulação com órgãos e entidades públicos e privados, bem assim com organismos internacionais e estrangeiros para a implantação desta Política;
III – Incluir a pessoa portadora de transtorno do espectro autista, respeitadas as suas peculiaridades, em todas as iniciativas governamentais relacionadas à educação, à saúde, ao trabalho, à previdência social, à assistência social, ao transporte, à habitação, à cultura, ao esporte e ao lazer;
IV – Viabilizar a participação da pessoa portadora de transtorno do espectro autista em todas as fases de implementação da Política de inclusão Social, por intermédio de suas entidades representativas;
V – Ampliar as alternativas de inserção econômica da pessoa portadora de transtorno do espectro autista, proporcionando a ela qualificação profissional e incorporação no mercado de trabalho; e
VI – Garantir o efetivo atendimento integral das necessidades da pessoa portadora de transtorno do espectro autista.
Objetivos
I – Garantir o acesso, o ingresso e a permanência da pessoa portadora de transtorno do espectro autista em todos os serviços oferecidos à comunidade;
II – Garantir a integração das ações dos órgãos e das entidades públicos e privados nas áreas de saúde, educação, trabalho, transporte, assistência social, previdência social, habitação, cultura, desporto e lazer, visando o diagnóstico precoce, tratamento multidiscplinar adequado, criação de centros de estudos e pesquisas visando à eliminação de suas múltiplas causas, residências assistidas e à inclusão social;
III – Desenvolver projetos setoriais, principalmente nas áreas da saúde e educação, destinados ao atendimento das necessidades especiais da pessoa portadora de transtorno do espectro autista;
IV – Desenvolvimento de Projetos para a formação de recursos humanos e capacitação de profissionais para atendimento da pessoa portadora do transtorno do espectro autista; e
V – Garantir a efetividade dos programas de diagnóstico precoce, de atendimento na rede pública de saúde especializada, de programas de capacitação de profissionais na rede pública de ensino, de estudos estatísticos sobre autismo no Brasil, de centros avançados de estudos e pesquisas sobre autismo e de inclusão social.
VI – Viabilização e construção do Projeto CASA DO AUTISTA.

Sem mais, renovamos os votos de alta estima e elevada consideração.

LUCIANO ARAGÃO
Membro Fundador, Membro efetivo do Conselho Administrativo,Diretor Administrativo e Financeiro