Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública participa de mesa-redonda e distribui Manifesto no I CONCAPSi

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Integrantes do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) participam do I Congresso Brasileiro de CAPSi, CONCAPSi, para destacar a importância da presença da Psicanálise no atendimento a pessoas com autismo e a contribuição dos profissionais que atuam na área para a detecção e intervenção precoce. O Congresso acontece na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ (RJ) até sexta-feira. A mesa-redonda Psicanálise, Autismo e Saúde Pública – MR 3 – acontece hoje, quarta-feira, às 16h, no teatro Odylo Costa Filho, no campus da Universidade.
Integrantes do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) participam hoje, quarta-feira 10, de mesa-redonda do I Congresso Brasileiro de CAPSi, CONCAPSi, para apresentar o Movimento aos participantes e destacar a importância da presença da Psicanálise no atendimento a pessoas com autismo e a contribuição dos profissionais que atuam na área para a detecção e intervenção precoce. O Congresso se realiza na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ (RJ). A mesa-redonda “Psicanálise, Autismo e Saúde Pública” acontece às 16h, no teatro Odylo Costa Filho, com a participação de Inês Catão, Andrea Carla Atilano e Katia Alvares Monteiro, representantes do MPASP.
O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública reúne cerca de 500 profissionais em todo o país, representando um conjunto de mais de cem instituições – públicas, não governamentais e privadas. Além de apresentar o Movimento aos participantes do I CONCAPSi durante a mesa-redonda, os representantes irão distribuir um Manifesto lançado no dia 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, cujo principal objetivo é tornar a Psicanálise mais presente no atendimento a pessoas com autismo, diante das evidências de que as práticas psicanalíticas têm papel importante na detecção e intervenção precoce e contribuem para a melhor qualidade de vida das pessoas que enfrentam o problema e de seus familiares. O I Congresso Brasileiro de CAPSi – Centro de Atenção Psicossocial Infantil e Juvenil –  tem como tema “Os CAPSi como serviços estratégicos da Rede de Atenção Psicossocial para Crianças e Adolescentes”.
O Movimento manifesta a sua discordância, por exemplo, em relação ao processo de decisão adotado recentemente pelo Ministério da Saúde, para a formulação de diretrizes ao atendimento na rede pública de pessoas com autismo, da Secretaria da Pessoa com Deficiência, sem o devido esclarecimento público.  O Manifesto a ser divulgado apoia, entre outros pontos, o direito que as famílias de pessoas com autismo devem ter de escolher as abordagens de tratamento para seus filhos; a pluralidade e o debate científico e metodológico das abordagens de tratamento; e a adoção de políticas públicas na área da saúde, educação e assistência social capazes de ampliar o campo de detecção e intervenção precoce.
O trecho inicial do Manifesto afirma: “Diante de tentativas recentes de excluir as práticas psicanalíticas de políticas públicas para o atendimento da pessoa com autismo, os profissionais de Saúde Mental associados ao Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública vêm a público para afirmar seus princípios de ação e sua posição ética frente ao atendimento de pessoas com autismo e suas famílias.”
Em um momento em que tanto na esfera federal quanto na estadual, decisões e políticas públicas estão sendo delineadas relacionadas à questão do autismo, os profissionais de Saúde Mental que integram o MPASP se opõem a tentativas de excluir as práticas psicanalíticas de políticas públicas para o atendimento da pessoa com autismo e  apoiam a pluralidade, a diversidade e o debate, científico e metodológico, das abordagens de tratamento da pessoa com autismo e também dos critérios diagnósticos empregados em suas avaliações. O Movimento considera também essencial acompanhar e acolher a família das pessoas com autismo, considerada parceira fundamental no tratamento. O Movimento sustenta, inclusive, a inclusão de crianças com autismo em escolas regulares sempre que possível, contando com uma rede de apoio interdisciplinar e intersetorial.
O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública se opõe à “medicalização” exagerada  da infância e da adolescência no momento atual, que pode transformar uma simples e antiga timidez em fobia social. Seus integrantes afirmam que essa postura e a ampliação do espectro autístico está criando uma falsa epidemia de pessoas com autismo.
O Manifesto tem a intenção de trazer a público – para as autoridades envolvidas com a saúde pública, pais e sociedade em geral – a posição dos profissionais que trabalham com o tratamento psicanalítico da pessoa com autismo. O MPASP reúne profissionais e instituições da área de saúde altamente qualificados e em condições de difundir, por meio de pesquisas e estudos com valor científico, os avanços clínicos obtidos. A Psicanálise auxilia os pais a se reposicionarem, ou seja, realiza um trabalho conjunto. Essa é uma contribuição que, segundo o MPASP, tem que acontecer logo cedo, com crianças pequenas, possibilitando a detecção e a intervenção precoce. A Psicanálise dá atenção à subjetividade, às particularidades de cada um.
O momento é de definições de diretrizes importantes em todas as esferas da saúde pública e o MPASP quer colaborar com ações e informações. Não defende uma posição isolada, excludente das demais abordagens que lidam com o autismo. Defende a postura de colocar na mesa conhecimento científico, conquistas e práticas que permitam avançar no tratamento da pessoa  com autismo e que deixem os pais e pessoas com autismo fazerem suas escolhas. E a Psicanálise tem muito a colaborar, pela sua incessante busca e aceitação de lidar com o inesperado, com o imprevisível, e pelo seu posicionamento ético na relação com o outro semelhante.
Mais informações sobre o Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública podem ser obtidas no blog:
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