Archive | Fevereiro 2013

.Todo Seu – Qual é a sua dúvida – Autismo –

https://www.youtube.com/watch?v=6H1VqL5f5Uo&list=UUW4t6ozY9VDVeN_GHK260BQ&index=4

 

O Mundo Azul apresenta a entrevista do  Dr. Wanderley Manoel Domingues, do Centro Pró-Autista (SP), no Programa Todo Seu, do Ronnie Von .

Parabens pela entrevista.

Mundo Azul Grupo de Pais

O Brasil Precisa Conhecer o Autismo.

Temple Grandin fala em entrevista exclusiva para a Revista Autismo

 

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Revisão da tradução para o português:
Wilson Langeani Filho

Temple Grandin é uma fonte de inspiração para inúmeras famílias e profissionais ao redor do mundo. Atualmente ela é a mais bem sucedida e célebre profissional norte-americana com autismo, altamente respeitada no segmento de manejo pecuário. A dra. Grandin se tornou uma proeminente autora e palestrante sobre o tema autismo porque ela é uma prova viva de que as características de autismo podem ser modificadas e controladas (in Emergence: Labeled Autistic).

Bacharel pelo Franklin Pierce College e com mestrado em Ciência Animal na Universidade Estadual do Arizona, é Ph.D. em Ciência Animal, desde 1989, pela Universidade de Illinois. Hoje ministra cursos na Universidade Estadual do Colorado sobre comportamento de rebanhos e projetos de instalação, além de  prestar consultoria para a industria pecuária em manejo, instalações e cuidado de animais. Já apareceu em diversos programas de televisão [dos Estados Unidos], como 20/20, 48 Hours, CNN Larry King Live, PrimeTime Live, Today Show, e muitos outros em diversos países, também já foi destaque em publicações como a revista People, New York Times, Forbes, U.S. News and World Report, revista Time, o New York Times Book Review e a revista Discover. Em 2010 foi nomeada pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes. A Rádio Nacional dos Estados Unidos transmitiu entrevistas com a dra. Grandin. Ela já escreveu mais de 400 artigos publicados em revistas científicas e periódicos especializados, tantando de manejo de rebanho, instalações e cuidados dos animais. É autora dos livrosThinking in Pictures, Livestock Handling and Transport, Genetics and the Behavior of Domestic Animals e Humane Livestock Handling. Seus livros Animals in Translation (lançado no Brasil com o título “Na Língua dos Bichos“) e Animals Make Us Human (no Brasil: “O Bem-Estar dos Animais“) estão na lista dos best sellers do New York Times, sendo que este último também consta na lista dos best sellers do Canadá. Entre os livros da dra. Grandin que tratam do tema autismo, o mais vendido atualmente é  The Way I See It: A personal Look at Autism and Asperger’s, também são de sua autoria Unwritten Rules of Social Relantionships e Emergence: Labeled Autistic — [também escreveu uma auto-biografia, lançada no Brasil em 2009 com o título: “Uma Menina Estranha“] (veja seus livros no site em inglês).

A história de sua vida virou também um filme da HBO, Temple Grandin, estrelando Claire Danes. O filme mostra sua vida durante a adolescência e o  inicio da sua carreira.

Em abril, Temple Grandin lançou um novo livro “Different…not Less.” Inspirador e informativo, o livro fala sobre formas de melhorar a vida das pessoas com autismo, síndrome de Asperger, e TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade). Ele segue a vida de adultos, muitos diagnosticados tardiamente, e explica como eles se conheceram, seus desafios e tornaram-se pessoas de sucesso!

Segue a entrevista exclusiva para a Revista Autismo, em que Temple Grandin responde a perguntas sobre a importância da intervenção precoce, bons mentores, agressão, e muito mais.

 

TempleGrandin1REVISTA AUTISMO: Em muitas entrevistas você menciona a importância de “bons mentores” e “desenvolver os pontos fortes das crianças”. Você pode esclarecer essas duas idéias?

Temple Grandin: Na escola era motivo constante de chacota e vivia  triste. O único refúgio longe das provocações eram atividades práticas como passeios a cavalo e o laboratório de eletrônica. As crianças que gostavam dessas atividades não me importunavam. Essas atividades eram os refúgios das provocações. Mamãe foi capaz de me ensinar a cumprir horários e ter boas maneiras, mas ela não foi capaz de me obrigar a estudar. Não me senti motivada a estudar até ter uma razão para isso. Quando estava na escola eu não via sentido em estudar. Existiam certos tópicos em que ganhava nota máxima, como em biologia; e outros assuntos como inglês e história nos quais eu não tinha interesse.

Meu professor de ciências, sr. Carlock, foi peça-chave em me motivar a estudar. Depois de retornar da fazenda dos meus tios, fiquei fascinada pelo tronco de gado. O tronco é um mecanismo para conter e imobilizar os animais para vacinação. Consiste num compartimento de metal com painéis que comprimem o animal de ambos os lados do corpo. Ao observar o gado passando pelo tronco, notei que, algumas vezes, os animais relaxavam quando a pressão dos painéis laterais era aplicada sobre seus corpos.

Sofrendo constantes ataques de pânico, resolvi experimentar o aparelho de pressão. Descobri que a compressão aplicada pelo tronco aliviava minha ansiedade e o meu nervosismo. Infelizmente, muitos dos meus terapeutas e médicos consideraram estranho usar um tronco de gado. Depois que construí um aparelho de pressão semelhante ao tronco para me acalmar todos quiseram tirá-lo de mim. Imediatamente me fixei nisso  e fiquei motivada a provar que o efeito relaxante era real.

O  sr. Carlock viu nisso uma oportunidade para me motivar ao estudo. Ele me falou  que era para descobrir por que a pressão tinha um efeito relaxante, então eu tinha que estudar ciências. No meu último ano de escola eu rapidamente melhorei minhas notas baixas em inglês e história pois vi que devia passar nessas matérias se quisesse ir para a faculdade e tornar-me uma cientista. O sr. Carlock direcionou a tremenda aptidão autista da fixação e usou isto para motivar um estudo acadêmico.

Nunca esquecerei a ida à biblioteca acadêmica com o sr. Carlock. Nessa ocasião eu aprendi que os verdadeiros cientistas lêem artigos periódicos publicados em revistas científicas. Eu não sabia o que era uma revista científica. No começo dos anos 60, acompanhar revistas científicas era difícil. As revistas de psicologia eram indexadas em grandes livros contendo o resumo dos artigos. Como as copiadoras não estavam disponíveis, cada resumo que você quisesse arquivar tinha que ser copiado à mão num cartão index, e eu tinha todos os cartões guardados numa caixa de arquivo. Para o final dos anos 60, quando as copiadoras se tornaram prontamente disponíveis, fiquei em êxtase quando pude copiar artigos inteiros, que eu ordenava cuidadosamente em pastas de arquivo de folha soltas. A carreira científica acadêmica é difícl, mas a minha tendência autista em fixação [num assunto] me mantinha firme. Meu exemplo mostra claramente como um professor criativo pode realmente transformar a vida de um aluno.

Adquirir habilidades úteis que possam reverter numa carreira requer o direcionamento de um professor. Hoje tenho observado que os indivíduos que seguem carreiras de sucesso, como programação de computador, tiveram um mentor para ensiná-los. Requer disciplina adquirir uma habilidade. Em áreas técnicas, eu observei que são raras as crianças que vão aprender por conta própria a fazer programações complexas de computador. Quando entregues aos seus próprios equipamentos, elas tendem a se viciar em vídeo games e subutilizam os computadores. Elas precisam de atribuições e orientação de um bom professor para aprender habilidades profissionais relevantes. Em algumas famílias, o pais fazem dos filhos aprendizes em suas próprias profissões. Isso tem funcionado para muitas crianças no espectro [do autismo].

 

REVISTA AUTISMO: Você pode falar sobre a importância do diagnóstico precoce no sistema público de saúde? E intervenção precoce no sistema público de saúde?

Temple Grandin: Crianças pequenas de dois a cinco anos de idade sem fala ou comportamentos repetitivos devem ter 20 ou mais horas por semana de instrução individual com um professor que lhes ensine palavras, ensine “turn-taking” [numa tradução livre, significa “esperar a vez”, auto-controle, ter atenção no outro para saber quando iniciar sua ação], e como engajar-se e manter-se em atividades. O ensino educacional precoce vai ajudar a criança a desenvolver-se a estágios superiores.

 

REVISTA AUTISMO: Qual é o seu conselho aos pais de jovens adultos na porção inferior do espectro que não obtiveram intervenção precoce por bons mentores?

Temple Grandin: Muitos indíviduos de baixa funcionalidade apresentam severa desorganização sensorial. Eles podem não ser capazes de tolerar um restaurante ou loja barulhentos. Alguns indivíduos são sensíveis ao som e outros conseguem ver a intermitência de luzes florescentes. Hiper estimulação causa dor e isto pode levar a crises.

 

REVISTA AUTISMO: Qual é o seu conselho para os pais ajudarem  seus filhos adolescentes situados no meio do espectro durante a transição para a idade adulta?

Temple Grandin: Todos os indivíduos com autismo, na parte superior, inferior e no meio do espectro precisam adquirir habilidades profissionais. Os adolescentes enquanto ainda estão na escola devem realizar atividades como, por exemplo, vender jornal, cuidar do lixo, ou jardinagem. Indivíduos na porção superior do espectro devem começar a trabalhar em algo que se encaixe na sua área de aptidões, como arte, fotografia, design gráfico, programação de computadores, jornalismo, mecânica de automóveis, ou vendas no varejo.

 

REVISTA AUTISMO: O que devem ter em mente os professores e profissionais quando tratam crianças de dois a oito anos de idade?

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Temple Grandin: Crianças com idade entre dois e oito anos precisam de muita instrução individual. Desenvolver os pontos forte da criança. Se ela gosta de arte, encoraje o desenho e pintura. Se ela gosta de matemática ou escrever, você deve encorajar isso. Se a criança gosta de aviões ou trens, use isso para ensinar leitura e matemática. A área de aptidão da criança normalmente surge na idade de sete a nove anos.

 

REVISTA AUTISMO: Como o sistema de ensino pode apoiar melhor os alunos de ensino médio que estão na porção superior do espectro?

Temple Grandin: Estudantes do ensino médio na extremidade superior do espectro precisam adquirir habilidades profissionais antes de sair da escola. Algumas das pessoas mais inteligentes do mundo tem autismo. Alguns exemplos são Steve Jobs, da Apple, Einstein e Mozart. Crianças que são boas em matemática podem aprender programação de computador, física ou estatística. Os alunos precisam aprender a desempenhar tarefas que os outros precisam. Desenvolver habillidades inatas na arte, matemática, literatura ou música.

 

REVISTA AUTISMO: Qual é sua reflexão sobre a importância de uma conscientização em relação ao autismo ao redor do mundo?

Temple Grandin: É importante que as pessoas estejam conscientes sobre o autismo.

 

REVISTA AUTISMO: Como pais e profissionais podem lidar da melhor maneira com comportamento agressivo em adultos com autismo?

Temple Grandin: É crucial considerar fatores biológicos contra fatores comportamentais. Fatores biológicos podem incluir questões sensoriais ou dolorosos problemas de saúde não revelados, como refluxos ácidos e dores de dente. Ao considerar fatores comportamentais, pais e profissionais devem procurar o que está causando tal comportamento: se é para chamar atenção, rejeição de tarefas/fuga, ou comportamentos auto-estimulantes.

Quando me tornava agressiva, a TV me era tirada por um dia. Também aprendi a controlar a agressão trocando a raiva pelo choro. Provocações, bullying e xingamentos me fizeram infeliz quando eu estava na escola.

 

TempleGrandin2REVISTA AUTISMO: Você é uma inspiração para inúmeras famílias brasileiras. Que mensagem você daria para as famílias que ainda estão sofrendo com a falta de tratamento e intervenção precoce, devido à ausência de políticas que protegem as pessoas com autismo em nosso país?

Temple Grandin: Esta é uma questão difícil de responder. Para contribuir com a inclusão, precisamos mostrar o que pessoas com autismo são realmente boas em fazer. Uma habilidade é a memória incrível. Muitos indivíduos do espectro autista seriam bons em lojas do varejo ou em armazéns, porque eles podem se lembrar e ter informações de todos os produtos. Em uma cidade, um homem autista memorizou a posição de toda a tubulação sob as ruas. Ele poderia mostrar as equipes de construção o local correto para escavar para evitar quebrar os canos.

 

REVISTA AUTISMO: Para encerrar, como as pessoas com autismo estão contribuindo para um mundo melhor?

Temple Grandin: As pessoas com autismo contribuem para um mundo melhor porque pessoas na porção superior do espectro do autismo inventaram muito em tecnologia e nas artes. Eu estimo que metade das pessoas na indústria de computadores tem autismo moderado. Eles são menos sociáveis, mas ganham na habilidade do pensamento. O autismo é um traço contínuo que varia entre Einstein e baixa funcionalidade, a genética é um fator preponderante na causa do autismo.
CarolinaRafolsCarolina Rafols é mãe da Kayumi, além de ser terapeuta comportamental, mestre em Educaçao com especializaçåo em Análise Aplicada do Comportamento pela National University e graduada em Psicologia pela Cal State Northridge University (ambas nos EUA). Desde de 2004, trabalha com crianças e adolescents com autismo na Califórnia, EUA. Tem interesse em Pivotal Response Training (PRT) e treinamento de pais e måes durante terapia individual in-home. Voluntária na luta pelos direitos das pessoas com autismo no Brasil e nos Estados Unidos.

 Mundo Azul Informativo.

Grupo de Pais – O Brasil Precisa Conhecer o Autismo. 

GRUPO DE APOIO A PAIS DE AUTISTA

  1. O Mundo Azul Grupo de Pais-O Brasil Precisa Conhecer o Autismo estará presente neste domingo dia 24/02/2013 , assistindo a palestra gratuita em SP com Marie Dorion .E para quem irá levar os filhos, as salinhas vão estar bem dividas pelas as idades e inclusive com atividades de oficinas! Por favor, me confirmem se irão levá-los :
    aproveitando o encontro Ilton Caruso  Membro Fundador do Mundo Azul  vai discutir o projeto  do Dia 2 de Abril Dia Mundial da Conscientização do Autismo com representantes de pais e lideranças de São Paulo.
    Mundo Azul -Grupo de Pais
    O Brasil Precisa Conhecer o Autismo
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Um caçador de talentos especiais

Um caçador de talentos especiais

 

EMPRESA // ESCOLA // FAMÍLIA // ORGANIZAÇÃO SOCIAL

images (10)POR PATRÍCIA GOMES

Thorkill Sonne é um caçador de talentos. Sua missão é encontrar, treinar e apresentar ao mercado as melhores pessoas para preencher vagas que nem sempre encontram candidatos à altura. São especificamente funções na área de tecnologia da informação que demandam profissionais com um grande poder de concentração e muita atenção aos detalhes. Na busca por esse perfil e mobilizado por um drama pessoal, Sonne se deu conta de que um grupo normalmente relegado às margens do mercado de trabalho – e, às vezes, até da sociedade – era capaz de desempenhar essas atividades melhor do que ninguém: as pessoas com autismo. Ali, no que a maioria das pessoas via desvantagem, Sonne percebeu uma oportunidade justa de crescimento e quer alocar 1 milhão de profissionais no mercado de trabalho.

“Se alguém tem algum tipo de desordem, como autismo, as pessoas simplesmente não esperam nada dela. Mas ela pode ser muito mais esperta do que se pensa. Nós ajudamos pessoas, empresas e governos a pensar a partir dessa perspectiva”, diz Sonne, fundador da Specialisterne(especialista em dinamarquês), uma empresa da área de TI que avalia, capacita e forma consultores com autismo, oferecendo-lhes a oportunidades de ter uma vida produtiva. Entre as atividades que os “especialistas” de Sonne são capacitados a fazer estão desde a manipulação de dados, o teste da funcionalidade de aplicativos, até a programação e a construção de algoritmos. Parte disso ocorre, frisa ele, porque muitos autistas têm capacidades profissionais únicas. “Muitas vezes, eles têm uma memória excelente, uma ótima habilidade de perceber padrões e uma incrível capacidade de encontrar alegria ao desempenhar funções que a maior parte das pessoas acharia chato”, enumera Sonne.

A ideia de fundar a Specialisterne teve princípio em uma observação profissional. Sonne sempre se incomodou com a falta de mão de obra especializada que a empresa onde trabalhava – e viria a se tornar a sua primeira cliente – enfrentava rotineiramente. Mas foi uma razão pessoal que fez Sonne perceber quem seriam as pessoas ideais para preencher essa lacuna. Aos dois anos de idade, seu filho Lars, hoje adolescente, foi diagnosticado com autismo. Até então, Sonne e sua mulher nunca tinham tido contato com o assunto. “Primeiro, não sabíamos o que fazer. Depois, começamos a ler livros, conhecer pessoas”, conta ele. Com o tempo, foram percebendo que Lars tinha uma memória fora do comum e que, entre crianças e jovens autistas, muitos tinham capacidades que poderiam ser aproveitadas no mercado de trabalho, se bem trabalhadas. Estava aí a chave da mudança. Sonne pediu demissão, hipotecou a casa, elaborou uma metodologia de trabalho e fundou a Specialisterne.

“Nós não ensinamos a eles como ‘se comportar bem’. Eles não precisam se adaptar às regras normais de um ambiente de trabalho”, afirma Sonne. Seus “especialistas” não são obrigados a serem bons em atividades que vão contra a sua natureza, mas apenas desempenhar bem determinadas funções para as quais têm destreza, o que lhes garante sustentabilidade no emprego. “Eles não precisam aprender a se adaptar às regras normais de ambientes de trabalho, como ser bom em trabalho de equipe, ser empático, lidar bem com o estresse ou ser flexível. Essas não são características normais em pessoas com o autismo”, diz a empresa em seu site. Por isso, parte do trabalho da Specialisterne é também preparar a empresa para receber seus especialistas em sua equipe.

Meta ousada

Quase uma década depois do início de sua atuação, Sonne não tem mais apenas uma empresa na Dinamarca. Ele já atua em países como Noruega, Áustria e Estados Unidos. Mais recentemente, além do trabalho direto com as pessoas com autismo, ele lançou a Fundação Specialist People cujo objetivo é falar para pessoas, organizações e governos sobre o assunto e para fazer seu modelo replicável pelo mundo. “Faz parte da nossa estratégia ter o nosso modelo copiado. A gente gosta quando isso acontece”, diz ele.

Com toda essa rede de apoios, Sonne determinou uma meta ousada: colocar 1 milhão de pessoas com no mercado de trabalho. Para chegar a esse número, Sonne fez uma conta simples. Não há pesquisas inteiramente confiáveis, mas calcula-se que, no mundo, cerca de 68 milhões de pessoas tenham autismo e outras tantas tenham sido diagnosticadas com desordens similares. Todos eles são “especialistas” em potencial. “Ao colocar essas pessoas no mercado de trabalho de maneira sustentável, criamos esperança para milhares de pessoas. Vemos famílias felizes, pessoas com autismo aparentemente tendo uma boa vida. É para isso que trabalhamos”, afirma Sonne.

 

http://porvir.org/porfazer/um-cacador-de-talentos-especiais/20130215

Mundo Azul Grupo de Pais

O Brasil Precisa Conhecer o Autismo.

SOU AUTISTA ,SOU CAPAZ – O BRASIL PRECISA CONHECER O AUTISMO.

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COM ESTA FRASE PODEMOS MUDAR A REALIDADE DOS NOSSOS FILHOS ,JUNTE-SE AO MUNDO AZUL  NO DIA INTERNACIONAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO NO  BRASIL VESTINDO A CAMISA DO MUNDO AZUL.

TODOS OS ESTADOS UNIDOS POR UM UNICO IDEAL,PARTICIPE.

ENTRE EM CONTATO COM O MUNDO AZUL.

http://www.mundoazul.org.br

SOU AUTISTA ,SOU CAPAZ  . O BRASIL PRECISA CONHECER O AUTISMO.

Crianças autistas participam de carnaval do Trate

Crianças autistas participam de carnaval do Trate

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Nesta quinta-feira (7), familiares e crianças atendidas pelo Espaço Trate saíram às ruas para participarem, pelo segundo ano consecutivo, do carnaval de rua promovido pela instituição.

Mantido pela Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria de Saúde, o Espaço Trate é um centro de referência para atendimento exclusivo de crianças com autismo, através do Sistema Úni8co de Saúde (SUS).

Em Arapiraca, O Trate já funciona há um ano, atendendo 73 famílias com atenção às crianças com autismo.

De acordo com a diretora do Espaço Trate, psicóloga Ana Paula Rios, o Carnaval tem como objetivo proporcionar às crianças e familiares uma integração social e permitir momentos de descontração.

O desfile saiu do prédio do Trate, no bairro Cavaco, e contou com apoio da Banda de Música do 3º Batalhão da Policia Militar de Arapiraca.

Pais, mães, amigos, servidores e as crianças estavam fantasiados, e percorreram as ruas do bairro, em uma festa que foi marcada pela alegria e descontração.

Conselho

Ainda na tarde desta quinta-feira, representantes do Conselho Municipal de Saúde estiveram reunidos, no auditório do CRIA, para a primeira reunião ordinária do colegiado.

O secretário de Saúde, Ubiratan Pedrosa, esteve na reunião, que teve coimo pauta a apresentação e aprovação do projeto do Programa de Educação Pelo Trabalho; situação da Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima e apresentação dos relatórios de visitas à Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima e Hospital Regional de Arapiraca (HRA).

Rodrigo Garcia visita Centro Pró Autista

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Secretário de Desenvolvimento Social conheceu a entidade ao lado da secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella

São Paulo, 07 de fevereiro de 2013 – O secretário de Desenvolvimento Social Rodrigo Garcia esteve hoje no Centro Pró Autista, entidade criada há 14 anos pelo neuropsiquiatra, Wanderley Manoel Rodriguez. A secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella também compareceu ao encontro.

Os dois secretários visitaram a entidade e conheceram o atendimento desenvolvido para os pacientes. “Já tínhamos um grupo de trabalho entre o Desenvolvimento Social e Pessoa com Deficiência. Agora estamos com a oportunidade de atuar no projeto do Centro Pró Autista”, disse Rodrigo Garcia.

O Centro atende hoje 145 pacientes. “Antigamente o diagnóstico de autismo era genérico: deficiência mental. Hoje temos pacientes que trabalham e estão totalmente inseridos na sociedade”, explicou Rodriguez. Segundo ele, a entidade tem um convênio com o Senai para capacitação dos usuários. “Dos 25 que fizeram o último curso, cinco já estão trabalhando”.

A diretora técnica do Centro, Maria Clara Nassif, acrescentou que o trabalho com os pacientes vai além do atendimento médico multidisciplinar. “O acesso aos meios culturais é muito explorado por nós como ferramenta de inclusão social do autista”.

“A discussão do tema autismo ainda é muito difícil. Falta conhecimento e dados. Se não fosse o movimento das famílias e das entidades estaríamos sem base. Temos que aproveitar a experiência desenvolvida por vocês para disseminar na rede estadual”, disse Linamara.

Um dos entraves da entidade para ampliar o atendimento é ter uma sede própria. Hoje o Centro funciona em um sobrado alugado na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, ao custo mensal de R$ 7 mil. “Nós tínhamos a posse precária de uma área de 3 mil m² ao lado da estação Conceição do Metrô, mas perdemos o direito de uso”, contou Rodriguez.

O secretário Rodrigo Garcia disse que o Estado possui áreas de desapropriações que podem ser de interesse da entidade. “Podemos levantar essa lista e iniciar uma negociação”.

Rodrigo acrescentou ainda que a mobilização da entidade e familiares sobre a questão do autismo é importante. “A sociedade só entenderá que o autismo não é um beco sem saída quando conhecer os resultados que pudemos ver aqui”.

Ana Trigo
Fotos: Danielle Teixeira