Mundo Azul Tudo Azul – Amor: A Melhor Terapia,O Melhor Remédio

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Enfrentar o problema, buscar informação, empregar as melhores opções que a medicina moderna oferece, tudo isso é fundamental para o cuidado do portador do autismo. Acrescentando a essa receita o amor, a participação de pais e irmãos,avós, tios, amigos, o resultado é muito mais positivo. Essa rede de amor e cuidado faz a diferença. E a vida ganha novas cores, o mundo é azul.
Amor: a melhor terapia,o melhor remédio
Tudo azul
O sonho dos pais é sempre o mesmo. Formar famílias, ter filhos, educá-los, passar ensinamentos, vê-los crescer, amadurecere começar as próprias famílias. Mas, às vezes,o destino reserva histórias diferentes para algumas pessoas. Os sonhos tomam outro caminho, e a vida ganha uma nova realidade. São pais que têm crianças com uma condição diferente, especiais.
E a lição de pais para filhos ganha nova conotação, e eles passam a aprender,e muito, com seus pequenos. Ilton Caruso e a esposa, Christiane, são pais do Gabriel,Denise Fonseca e Luciano têm o João Pedro, com oito. Arthur, de seis anos, é filho da Keyla e do Rogério. Todos possuem a mesma história e foram unidos pela mesma situação: filhos autistas.
Ao confirmar o diagnóstico, a reação de todos foi igual. Um choque inicial e mil perguntas para serem respondidas. Hoje, tentam ajudar pais que se descobrem com o problema e não sabem o que fazer, por meio da Mundo Azul, uma organização que procura informar e conscientizar sobre o autismo.
Conforme eles contam, o primeiro momento é o mais difícil. Ouvir o diagnóstico e entender o que é o problema não é uma tarefa imples. “Você sente o chão se abrindo. Tudo aquilo que você planejou para o seu filho se torna uma grande interrogação,uma grande dúvida”, explica Luciano. Denise buscou informações pela internet e levou um grande golpe.
“A resposta que obtive foi que era uma doença incapacitante. Isso machuca. Eu pensei que meu filho tinha acabado, que não poderia fazer mais nada”.
Para evitar que essas situações se repitam com outras pessoas, eles buscam expandir cada vez maisas ações da organização. O que para Ilton é um prazer.
“É um desafio gostoso, levamos informação aonde não tem. Falamos para classes menores. É cansativo,mas a sensação de dever cumprido compensa”.
Apesar do lado bom e de toda a positividade que eles enxergam, episódios ruins também acontecem.
A falta de conhecimento sobre o autismo já fez com que todos eles passassem por momentos dolorosos.
Christiane quis matricular Gabriel em uma escolinha de futebol. Mais uma tentativa de ajudar o filho na batalha diária contra a doença. “O professor não quis aceitar porque disse que ele atrapalharia o
andamento das aulas. É muito triste você, comomãe, ouvir isso”. Após o incidente, ela procurou aescolinha da Península, e faz questão de ressaltarque foi muito bem recebida. “O professor Rosenberg
falou que não tinha o menor problema em ter ele como aluno. Agora ele joga lá”.

Já o filho de Keyla, Arthur, teve problemas na própria escola. Estudando em um colégio comum, ele conta com a ajuda de uma mediadora escolar. Busca, dia após dia, ser apenas mais uma criança que estuda,brinca e se diverte com os amigos. Mas para fazer uma simples tarefa de um menino da sua idade, já precisou superar alguns obstáculos. “Uma vez a mediadora chegou atrasada, e a escola quis proibir que ele entrasse. Eu tentei conversar e mesmo assim não deixaram. A solução foi recorrer ao Ministério Público”, conta Keyla. Na vida deles, a mediadora tem papel fundamental.
Cabe a ela trabalhar todos os aspectos que melhorem e facilitem a vida dos portadores da síndrome. Juliana Maia é psicóloga e psicopedagoga. Ela é a mediadora do João Pedro, e explica um pouco mais sobre o que
realmente faz. “São muitas atribuições. Ensinamos a criança a participar, interagir, criar contato visual, utilizar os cumprimentos usuais, desviar das manias que ela possa ter”. Além dessas, Juliana trabalha em cima de diversas situações que melhorem e mudem o convívio social da criança. Mas as mudanças não ocorrem apenas no dia a dia. A convivência com alguém diferente, que sofre preconceitos e olhares
tortos por atitudes não convencionais, também muda a cabeça dos pais. “Hoje em dia eu olho pessoas com deficiência física, mental, ou qualquer tipo de problema, de outra forma. O meu filho me mudou para melhor. Eu tento me colocar no lugar delas e imaginar que dificuldades elas enfrentam no cotidiano”, afirma Ilton. E não são somente os pais que passam por mudanças. Os irmãos também sofrem alterações na rotina e maneira de pensar.
“Tem que ter mais cuidado, prestar atenção e saber lidar. Tem que ser mais superprotetor”, garante Jorge, de 13 anos, irmão de João Pedro. Para Duda,irmã de Gabriel, o relacionamento com o irmão precisa ser normal. “Eu brigo, dou bronca, trato ele como uma criança normal, porque é isso que ele é”.
Duda, inclusive, passa informações aos amigos sobre a síndrome, para que todos saibam do que se trata.
A reação dos irmãos gera mais orgulho ainda nos pais. Ter a certeza de que há mais uma forma de apoio pode ser o alívio quanto ao futuro. “Eu observei muito que aflorou mais responsabilidade no Jorge,mesmo que a gente não cobre. No futuro, temos a certeza de que ele vai cuidar do irmão”, garante Denise. Para Keyla, caso seja necessário, o futuro de Arthur também terá apoio da família, mas como é filho único, será por meio de outros laços. “Minha família sempre foi muito unida, muito forte. Então,se um dia não pudermos mais ajudar, ele terá primos
e outros familiares para apoiá-lo”.
Mas o apoio e cuidado não precisam vir somente do lado familiar. Com poucos profissionais que sejam especialistas no mercado, os pais fazem um apelo.
“O mundo do autismo é muito grande e pequeno ao mesmo tempo. Você tem poucas opções, mas isso não quer dizer que novos profissionais não possam
surgir”, fala Denise. Para se ter uma ideia, as crianças
precisam de psicóloga, psiquiatra ou neurologista,psicopedagoga, fonoaudióloga e terapia ocupacional.
Com tantas dificuldades e preocupações, seria natural que pais com filhos nessas condições desejassem ter filhos sem autismo. Mas para eles,
os filhos são verdadeiras dádivas. “O autismo faz parte dele, e eu tenho que amar o autismo também,porque eu amo meu filho”, enfatiza Keyla. Para
Christiane, o filho é mais que especial. “Eu tinha uma doença incapacitante nas costas, e me falaram que seria muito difícil ter outro filho. A gravidez foi uma surpresa. E quando ele nasceu, eu vi que era
forte o suficiente para superar muitas coisas que não imaginava”. Denise completa dando a exata noção do que as crianças representam. “Perfeição é
relativo. Para mim, meu filho é perfeito”.
Com exemplos desse tipo, podemos perceber que o autismo inspira cuidados, mas também é capaz de mudar a vida e a cabeça de muita gente de maneira positiva. Se a sociedade diz que eles são diferentes,
eles fazem questão de mostrar que são, mas para melhor. No primeiro contato com o diagnóstico, as nuvens aparecem, e tudo é escuridão. Mas quando a poeira baixa, e o entendimento e a aceitação chegam, todo mundo vê que o mundo, na verdade,é mesmo azul
REVISTA PENINSULA EDIÇÃO 33
MUNDO AZUL GRUPO DE PAIS
O BRASIL PRECISA CONHECER O AUTISMO

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2 responses to “Mundo Azul Tudo Azul – Amor: A Melhor Terapia,O Melhor Remédio”

  1. Marli Moretti says :

    LIndo!!

    • blogmundoazul says :

      http://www.peticaopublica.com.br/?pi=Familias
      NÃO ESQUEÇAM! É necessário confirmar a assinatura da petição via e-mail. Um e-mail de confirmação será envia…do ao endereço cadastrado.
      “…A mobilização já começou e você faz parte dela. A grande vitória de nosso movimento será a nossa DETERMINAÇÃO DE DAR UM BASTA A TANTO DESCASO E DESLEIXO COM OS NOSSOS FILHOS COM AUTISMO!
      CHEGA DE FICARMOS ESPERANDO QUE ALGUÉM FAÇA ALGO POR NÓS, O PL Nº 1631/11 FOI FEITO POR PAIS E PROFISSIONAIS DEDICADOS A CAUSA DA PESSOA COM AUTISMO NO BRASIL, QUE NÃO AGUENTAVAM MAIS VER O DESINTERESSE DE NOSSOS POLÍTICOS E ADMINISTRADORES PÚBLICOS EM ELABORAREM POLÍTICAS PÚBLICAS QUE DE FATO ATENDESSEM NOSSOS FILHOS COM QUALIDADE E EFICIÊNCIA NECESSÁRIAS.

      DIVULGUEM JUNTO AOS SEUS AMIGOS, FAMILIARES…

      ENGAJE-SE NESTA LUTA!

      “Dia 19 teremos sessão e o deputado Hugo Leal vai anunciar o movimento dando ênfase à causa!”
      MUNDO AZUL GRUPO DE PAIS
      O BRASIL PRECISA CONHECER O AUTISMO.

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